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	<title>Jornalismo Científico</title>
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	<description>Blog da disciplina de Jornalismo Científico da Univali</description>
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		<title>Medos e superações</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 21:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Enchente]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[O que Blumenau aprendeu com a tragédia de 2008 Felipe Adam Desde que o blumenauense nasce, aprende a conviver com o rio. É só chover um pouco mais forte que o cidadão espia se ele já encheu. Desde 1850, ano da fundação da cidade, o Itajaí-Açu se mostrou como o primeiro meio de comunicação: “Pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=835&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>O que Blumenau aprendeu com a tragédia de 2008</em></p>
<div id="attachment_838" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/5.jpg"><img class="size-full wp-image-838" title="Marcelo Martins" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/5.jpg?w=477&#038;h=357" alt="" width="477" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Vista área do Parque Vila Germânica, afetado pela tragédia de 2008</p></div>
<p style="text-align:right;" align="center">Felipe Adam</p>
<p>Desde que o blumenauense nasce, aprende a conviver com o rio. É só chover um pouco mais forte que o cidadão espia se ele já encheu. Desde 1850, ano da fundação da cidade, o Itajaí-Açu se mostrou como o primeiro meio de comunicação: “Pelo relevo ser acentuado no Vale do Itajaí, a única forma de ligação com o planalto era o rio Itajaí-Açu”, conta Beate Frank, Doutora em Engenharia de Produção e integrante do Comitê da Bacia do Rio Itajaí, onde gerencia os recursos hídricos. Mais tarde, a importância econômica se tornou evidente devido à geração de energia e às futuras instalações de indústrias.</p>
<p>Em 161 anos, Blumenau sofreu com 70 enchentes, média de uma a cada dois anos e meio. A última, de setembro de 2011, reforçou o que se percebe a cada vez que o Vale é assolado por uma cheia: o poder da natureza. Desta vez, foram doze metros e oitenta centímetros, a maior enchente dos últimos 25 anos. As cotas do rio foram ultrapassadas e ruas, como a 1º de Janeiro, a primeira via inundada na cidade, recebeu a força das águas com 7,50m na parte mais baixa, quando o estipulado eram oito metros. O rio Itajaí-Açu mais uma vez mostrou a sua força e despertou o medo da população.</p>
<div id="attachment_842" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/2.jpg"><img class="size-full wp-image-842 " title="Marcelo Martins" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/2.jpg?w=477" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Galeria pluvial danificada na entrada da cidade em 2008</p></div>
<p>A história da família de Luiz Carlos Guimarães pode resumir esse transtorno. Como reside a 720 metros do início da rua, pegou as enchentes quando o rio alcançava a cota de 10,50m. Desta vez, foi surpreendido aos 10m. Guimarães, de 49 anos, dependia da oficina informal de máquina de lavar roupa que possui na frente de casa para se sustentar: “Levantei os móveis. Mas, mesmo assim não deu. Foram 2,80m dentro de casa, até o forro”. Luiz mora com a esposa e os três filhos: um de 14, outro de 11 e mais um de seis. Também conta que possuía 15 máquinas pra vender que acabou não recuperando “Foram todas pra sucata. As minhas também. Não convinha recuperar”.</p>
<p>Sobre uma possível mudança de local, Guimarães acredita que se deve analisar outros fatores: “A cada dois anos se tem enchente. É apenas um período, depois logo está bom”. O morador estuda algo diferente “A ideia é fazer um segundo piso. Amenizaria o sofrimento. Mas, enquanto não se tem dinheiro, é preciso esperar”.</p>
<p>Para se ter uma resposta rápida, é necessário ter experiência na ocasião. E Blumenau demonstrou rapidez na forma como conduziu a recuperação, tanto na administração da cidade como na força de seu povo.</p>
<p>Em uma semana, tudo estava limpo. Assim como a casa de Luiz. A casa ficou dois dias embaixo d’água e logo que foi baixando, aproveitou para lavar a casa. Mas, em alguns pontos, a prefeitura pecou. A falta de um monitoramento moderno e uma medição automática foram os principais problemas apontados. A administração se defende e diz que elaborou, em 2009, um projeto que compreende 30 estações pluviométricas, um radar e uma estação meteorológica automática, já encaminhado ao Ministério das Cidades e chamado de “Sistema AlertaBlu”. Porém, não obteve retorno do Governo Federal.</p>
<p>Luiz é um entre tantos exemplos de famílias que foram atingidas pela enchente. As perdas foram grandes e o prazo determinado para recuperação é de um ano. Apesar das incertezas da população, Blumenau conseguiu aprender com os erros e tirou certas lições da <strong><a href="http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/19,0,2724144,Infografico-um-ano-depois-especial-relembra-uma-das-maiores-enchentes-de-Santa-Catarina.html">tragédia de 2008</a></strong>.</p>
<p><strong>Vídeo:</strong> William Bonner apresenta o Jornal Nacional direto de Blumenau, no dia 27/11/2008<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2011/10/25/medos-e-superacoes/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_kDZRvXS4vc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<h5><strong>Estudos geológicos orientam ocupação segura</strong></h5>
<p>Setembro de 2008. O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) ficou pronto após um estudo detalhado de dois anos. Entretanto, não chega a ser posto em prática: “O evento de novembro reforçou e apresentou uma realidade muito maior”, afirma Maurício Pozzobon, gerente de estudos geológicos da Prefeitura Municipal de Blumenau. Após a tragédia, Blumenau foi pioneira em nível nacional e criou o departamento de Geologia “O primeiro passo é aqui. A única forma de reduzir riscos é planejando”. Com uma equipe de nove pessoas, o departamento de Geologia controla o uso e ocupação dos solos, orientado pelo artigo 3º do <strong><a href="http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?number=751&amp;year=2010&amp;city=Blumenau&amp;state=SC&amp;typ=c&amp;wordkeytxt=">decreto nº 9151</a></strong>, de 12 de abril de 2010, em que identifica as Áreas de Risco Geológico “O grande problema é a ocupação inadequada e intensiva nas encostas”, explica Pozzobon.</p>
<div id="attachment_836" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/4.jpg"><img class="size-full wp-image-836" title="Foto Rogério Pires" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/4.jpg?w=477" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Pozzobon (azul) conversa com equipe de Geologia</p></div>
<p>A mesma ideia é defendida pelo geólogo Juarês José Aumond. Mestre em Geografia e Doutor em Engenharia Civil, Aumond afirma que 82% das mortes na tragédia de 2008 foi resultado da má ocupação: “Era uma tragédia contada com antecedência. A cada ano se torna mais frequente e mais intenso”. Para o geólogo, a prefeitura de Blumenau recebeu pouco dinheiro do Governo Federal e afirma que os grandes responsáveis pelas obras inadequadas são o Dnit e Deinfra: “Ocorreram duas tragédias. A primeira em 2008; a segunda, com as obras mal feitas”.</p>
<p>O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, diz que o Governo Federal prometeu certa quantia ao estado e que SC é quem deveria repassar o valor aos municípios atingidos: “Nem acho que viria tanto. Creio e defendo que seja sempre o município o gestor do dinheiro, e não o estado. Só a prefeitura gastou 60 milhões de reais e na época, possuía uma boa situação financeira”. Juarês ainda explica que a prefeitura de Blumenau “está na frente”, por fazer as obras mais adequadas e impedir novas áreas de risco “A gente acha que pode mexer no rio. Não é ele que está errado, e sim a gente que ocupa indevidamente. Devemos adaptar a engenharia e a arquitetura ao modelado do terreno”. Kleinübing reforça a ideia do geólogo Aumond: “Aprendi com esta tragédia, de que se deva respeitar a natureza, pois um dia ela cobra a conta”.</p>
<p>Devido à aplicação correta do dinheiro, a cidade também virou referência nacional. “É impressionante a distância que Blumenau tem em relação a outras cidades do país”, destaca Beate Frank. Nos dias 21, 22 e 23 de setembro de 2011, Blumenau foi convidada a participar do <strong><a href="http://www.defesacivil.gov.br/forum/palestrantes.asp">VIII Fórum Nacional de Defesa Civil, realizado em Maceió (AL)</a></strong>. No início deste ano, o Sistema Nacional de Defesa Civil criou um conselho e escolheu três cidades do país para trazer informações e criar mecanismos de defesa em âmbito nacional: Palmas (TO) foi encarregada pelos incêndios florestais; Lagoa Seca (PB) seria analisada pelas eventuais secas e Blumenau (SC) por ensinar sobre inundações e deslizamentos. A cidade catarinense também poderá servir como base para um simulado de alerta no mês de novembro deste ano. Em maio, o Sistema Nacional de Defesa Civil fez, em Salvador (BA), uma espécie de dispositivo para treinar a população contra possíveis transtornos climáticos. Blumenau já fez esse teste em três oportunidades: 2004, 2005 e 2006, sempre na Semana Municipal de Defesa Civil, realizado no mês de julho. O secretário José Egídio de Borba explica: “É um exercício interessante que visa treinar a população para enfrentar situações contraditórias”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong>Áudio: </strong>Prefeito João Paulo Kleinübing afirma que experiências anteriores ajudaram no crescimento em 2008<br />
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<h5 style="text-align:justify;" align="center"><strong>Fiscalização é intensa nas áreas consideradas de risco</strong></h5>
<p>Há 4,7 km do Centro de Blumenau, encontra-se a rua Caiena. Localizada na região conhecida como “Toca da Onça”, essa via abriga, aos fundos, um morro constituído por aproximadamente 380 degraus e mais 30 improvisados. É ali, há seis anos, que o tecelão Flavio Damaratto reside, juntamente com a esposa, grávida de oito meses. É no mesmo local também, que a Diretoria de Fiscalização da Defesa Civil atuará.</p>
<p><strong>Vídeo:</strong> Local onde a família de Flávio Damaratto residia<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2011/10/25/medos-e-superacoes/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lz1LrM4Yc1A/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Uma equipe formada pelo gerente de fiscalização José Lázaro da Silva Junior e mais dois fiscais, Jean dos Santos e Julio Jaeger, partem em direção ao local, juntamente com o apoio de uma viatura da Polícia Militar. Como esse caso, a maioria das ações é realizada a partir de denúncias, como conta o diretor do departamento, Major Jorge Luiz Heckert: “É muita denúncia. Temos 21 fiscais divididos em duas gerências, uma pra cada lado do rio”. O Major também cita que foi a partir da tragédia em 2008 que a Defesa Civil recebeu importância: “Antes, este departamento era ligado à Secretaria do Planejamento. Aliás, antigamente a Defesa Civil era apenas uma diretoria, sendo alçada, em 2009, como uma secretaria”.</p>
<p>Ao saber do embargo e da posterior derrubada, Fabio não reage e aceita a ação. Natural de Xanxerê, o rapaz de 31 anos tentou a sorte quando veio a Blumenau em 2000 trabalhar como tecelão. Fabio foi morar de aluguel em uma casa no bairro Fortaleza. Pagava 500 reais, enquanto recebia de salário cerca de 900 reais. Após quatro anos, se mudou para o local atual, que segundo ele, “era mais barato”. O fiscal Jean admite: “As pessoas não entendem. Mas se cai e leva 30 pessoas, a prefeitura é a culpada”. Enquanto ouve o som das madeiras sendo desmontadas da futura casa que estava em construção, Fabio, desconsolado, afirma: “Deu um desânimo agora. Dá até vontade de voltar ao oeste. Poxa, paguei dez mil no terreno”. Lazaro o aconselha a procurar a Assistência Social e se cadastrar em algum programa.</p>
<p>Entretanto, a Secretaria da Assistência Social, da Criança e do Adolescente (Semascri) já está com todos os cadastros do “Programa Minha Casa, Minha Vida” fechados. A secretaria realizou a visita domiciliar ao local juntamente com a equipe da Defesa Civil. Alessandra Bonelli, diretora de Proteção Básica, diz que o parecer foi favorável para o auxílio-aluguel, uma ajuda de 300 reais por três meses até que as famílias consigam se manter. Chegando ao fim do prazo, se ainda não conseguiu se manter, pode renovar o auxílio: “Realizamos as orientações sobre o risco existente e estamos encaminhando relatório para o Conselho Tutelar, em razão do risco das crianças”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong> </strong><strong>Áudio: </strong>Diretor de fiscalização, Major Jorge Luiz Heckert, conta sobre as características das famílias que residem em área de risco.<br />
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<h5><strong>Problemas no pós tragédia foram constantes  </strong></h5>
<p>Para as famílias que foram atingidas diretamente pela tragédia de 2008, 1568 já foram contempladas com os apartamentos do “Minha Casa, Minha Vida”, programa habitacional do Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica Federal. Mas, para chegar até aqui, o percurso foi difícil.</p>
<p>Uma das maiores dificuldades foi a questão dos abrigos, por diversos motivos. Entre eles, a vivência em coletividade, que causou um choque de hábitos e os problemas familiares, como usuários de drogas e violências domésticas: “Em todos os abrigos estabelecemos regras. Nós não podíamos nos omitir diante dos diversos casos. Tanto neles, quanto nas moradias provisórias, haviam reuniões constantes”, destaca o secretário municipal da Assistência Social, Mario Hildebrandt.</p>
<p>Outra questão que dificultou o trabalho foi o caso das famílias que se cadastraram para adquirir os residenciais e acabaram pondo à venda ou alugando as casas para outras pessoas. O gerente de fiscalização José Lázaro da Silva Júnior explica que as famílias, logo quando o terreno é embargado, são aconselhadas a irem até a Semascri. Lá, elas assinam um termo e se comprometem em não utilizar o antigo terreno para fins comerciais. Porém, alguns agem de má fé. “À medida que as casas são embargadas, elas são postas numa lista. As que possuem mais perigo são logo derrubadas. Portanto, as mais suscetíveis ao problema são justamente as casas que estão ao final da lista”.</p>
<p>Para Neusa Pasta Felizetti, consultora técnica de políticas governamentais, falta cumplicidade e integração das políticas públicas: “É um impasse que ninguém assume”. Neusa afirma que, dos 96 terrenos das famílias do Residencial Parque da Lagoa (<em>primeiro residencial, entregue em 12 de novembro de 2010</em>), 24 foram vendidos: “Se não houver política pública, se não houver conscientização da comunidade, as pessoas não entenderão a sua missão”. O prefeito de Blumenau garante que se deva investir mais nos núcleos de fiscalização: “Para mim, a Defesa Civil é uma secretaria estratégica. Eles possuem um trabalho fundamental. O que falta é trabalhar na percepção da comunidade. Se eles não tiverem isso, o retorno não vem”.<strong></strong></p>
<div id="attachment_837" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/1.jpg"><img class="size-full wp-image-837" title="Rogério Pires" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2011/10/1.jpg?w=477" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Dona Eloir recebe as chaves da presidenta Dilma</p></div>
<p>Dois empreendimentos habitacionais foram entregues no segundo semestre de 2011. Em agosto, o Residencial “Nova Casa” contemplou 96 famílias; no mês de setembro; o Residencial “Nascentes I” e “Nascentes II”, foi inaugurado com capacidade para 540 famílias. A última unidade será entregueem novembro. O Residencial“Novo Lar” terá capacidade para 256 famílias. Enquanto isso, Seu João Luiz e Dona Sônia curtem a nova casa. Moradores do residencial Nascentes I, o eletricista que conserta fogões afirma que o novo empreendimento foi um ótimo negócio, principalmente pela segurança de sua família: ”Eu nem dormia mais onde morávamos por medo. Quando chovia forte não sabíamos até quando a casa ficariaem pé. Agora posso dormir tranquilo, mais ainda por saber que a minha esposa e filhos estão seguros”.</p>
<p><strong>Áudio: </strong>Secretário da Assistência Social, Mario Hildebrandt, explica como foi feito o cadastro das famílias nos residenciais<br />
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		<title>O drible das indústrias para o desenvolvimento sustentável</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/17/o-drible-das-industrias-para-o-desenvolvimento-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 17:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[esgoto]]></category>
		<category><![CDATA[Estações de Tratamento de Efluentes]]></category>
		<category><![CDATA[Indústrias]]></category>

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		<description><![CDATA[Bárbara Bianchi Talita Odeli Perceba tudo a sua volta, tijolos nas paredes, tecnologia, cores, móveis, inclusive suas roupas&#8230; Você já parou para pensar quanto o meio ambiente foi provavelmente prejudicado para lhe proporcionar tal momento e comodidades? Quantas árvores derrubadas e a infinidade de produtos químicos despejados nos rios para lhe entregarem esses produtos prontos? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=819&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Bárbara Bianchi<br />
Talita Odeli</p>
<p style="text-align:justify;">Perceba tudo a sua volta, tijolos nas paredes, tecnologia, cores, móveis, inclusive suas roupas&#8230; Você já parou para pensar quanto o meio ambiente foi provavelmente prejudicado para lhe proporcionar tal momento e comodidades? Quantas árvores derrubadas e a infinidade de produtos químicos despejados nos rios para lhe entregarem esses produtos prontos? As pessoas geralmente não fazem tal reflexão e acabam contribuindo indiretamente para a degradação da natureza que vem ficando cada vez mais escassa.<br />
Porém nada está completamente perdido&#8230; A tecnologia que retira recursos da natureza é a mesma que a salva. As indústrias vem investindo fortemente para evitar prejuízos ao meio ambiente e consequentemente aos seres humanos.<br />
Visando reduzir a emissão de substancias poluentes na atmosfera, solo ou corpos d’agua, diversas empresas estão aplicando um alto valor em estações de tratamento de efluentes. Efluentes são produtos líquidos ou gasosos produzidos por <a title="Indústria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria">indústrias</a> ou então resultante dos <a title="Esgoto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esgoto">esgotos</a> domésticos urbanos, que são lançados no <a title="Meio ambiente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente">meio ambiente</a>.<span id="more-819"></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_823" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/infografico.jpg"><img class="size-full wp-image-823" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/infografico.jpg?w=477&#038;h=407" alt="" width="477" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Esquema simplificado do funcionamento de uma ETE</p></div>
<p style="text-align:justify;">Na região do Vale do Itajaí, polo têxtil de Santa Catarina, essa situação não é diferente. Várias empresas vêm se adaptando a essa forma de preservação, especificamente no tratamento de efluentes líquidos. Além de uma prática ambientalmente correta, essas estações de tratamento são obrigatórias em alguns casos e fazem parte do conceito legal de poluição. A advogada especialista em Direito Socioambiental, Mariane Schappo, de Joinville &#8211; SC, explica que no caso de indústrias, a obrigatoriedade de manter um sistema de tratamento de efluentes emana do próprio licenciamento obtido junto ao órgão ambiental. A obrigatoriedade do licenciamento ambiental, por sua vez, está prevista no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio ambiente assim transcrita:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8221; A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de preve licenciamento de órgão estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente &#8211; SISNAMA, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis &#8211; IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis&#8221;. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Confira a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente na íntegra. </strong>(<a href="http://www.ufvjm.edu.br/administracao/assessorias/meio-ambiente/legislacao/doc_view/897-lei-693881.html?lang=pt_BR.utf8%2C+pt_BR.UT">Clique aqui</a> para abrir o PDF)</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, ao obter o licenciamento ambiental, a empresa fica obrigada a cumprir condições estabelecidas pelo órgão ambiental, dentre elas, a instalação de ETE &#8211;  Estações de Tratamento de Efluentes &#8211; permitindo o lançamento de efluentes apenas se cumpridos os padrões estabelecidos e instalação de equipamentos que controlem também as emissões atmosféricas. As empresas comprometem-se a enviar relatórios de análises ao órgão licenciador, com periodicidade também estabelecida pelo órgão, explica Mariane.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Veja passo a passo como funciona uma ETE:<br />
</strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/17/o-drible-das-industrias-para-o-desenvolvimento-sustentavel/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jFXy8y6EkMw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Mas qual é será a real importância dessa preservação?<br />
Segundo o biólogo e mestre em Engenharia Ambiental, Marcos Pedro Veber, de Luiz Alves – SC, o lançamento indevido de efluentes de diferentes fontes ocasiona modificações nas características do solo e da água, podendo poluir ou contaminar o meio ambiente. Podem provocar a mortalidade e/ou seleção das espécies da flora e da fauna aquática, assim como à inviabilização do tratamento para o abastecimento doméstico, processamentos alimentício e a irrigação de hortaliças, entre outros danos. &#8220;Com o tratamento consegue-se remover os sólidos em suspensão, matéria orgânica e inorgânica, organismos patogênicos, entre outros. A importância se dá pelo fato de evitar a degradação ambiental e de disseminar doenças&#8221; enfatiza Marcos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_824" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-824" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-3.jpg?w=300&#038;h=206" alt="" width="300" height="206" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dd class="wp-caption-dd">Resultado da falta de tratamento de efluente no meio ambiente</dd>
</dl>
</div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A fiscalização é de responsabilidade dos órgãos ambientais municipais, se houver, estaduais (no caso de Santa Catarina a <a href="http://www.fatma.sc.gov.br/">FATMA</a> – Fundação do Meio Ambiente) ou federais (<a href="http://www.ibama.gov.br/">IBAMA</a> – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis).</p>
<p style="text-align:justify;">Em caso de desconformidades com o que é exigido, as empresas poderão sofrer imputação criminal e incorrer nas penas previstas na Lei nº 9.605/1998, como a prestação pecuniária, suspensão parcial ou total de atividades, prestação de serviços à comunidade.<br />
Empresas que não se adaptarem poderão ainda ser responsabilizadas civilmente, ficando obrigadas a reparar o dano ou, diante da impossibilidade de reparação, compensar de forma econômica (indenização) o dano causado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-11.jpg"><img class="size-medium wp-image-825" title="FOTO 1" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-11.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dd class="wp-caption-dd">Piscinas onde o efluente sofre processo de decantação</dd>
</dl>
</div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os efluentes, portanto, são carecedores de especial atenção por parte dos responsáveis pelas indústrias. Seu tratamento deve ser eficiente e alcançar os padrões exigidos pelas normas vigentes, evitando qualquer tipo de dano ao meio ambiente.<br />
É importante considerar que a implantação de um sistema de tratamento é um benefício inquestionável e único. As empresas geradoras de efluentes, acima da obrigatoriedade, devem ser conscientes e responsáveis pelo tratamento do efluente para que possa ser lançado no meio ambiente de forma adequada. Cabe as empresas a responsabilidade de minimizar ou evitar que no processo produtivo produz-se uma grande quantidade de efluentes. Assim consegue diminuir custos e essa cooperação e participação contribuem para o desenvolvimento sustentável.</p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>Bactérias auxiliam em preservação ambiental</strong></h2>
<p style="text-align:justify;">Durante o processo de tratamento de efluentes, entra em cena uma etapa curiosa. Bactérias auxiliam na diminuição de sujeira da água, absorvendo boa parte da massa poluidora existente na mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo o coordenador do curso de ciências biológicas da Univali Marcos Pessatti, na natureza existem poucos organismos que conseguem degradar uma tinta, por exemplo, que é lançada no rio. Por isso na ETE existe uma piscina especial, onde um grande número de bactérias capazes são concentradas para metabolizar as tintas tóxicas. Esse processo é chamado de bioremediação, devido ao “concerto” de um problema ambiental com bactérias, que não foram geneticamente modificadas.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignright">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-12.jpg"><img class="size-medium wp-image-826" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-12.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Piscina de aeração onde ficam as bactérias</p></div>
<p style="text-align:justify;">“Deve-se ter cuidado e fazer constantes análises na água que é devolvida ao rio, no caso de efluentes são 20 análises diferentes, pois essas bactérias podem chegar até o rio e prejudicar demais seres aquáticos, causando a morte de peixes e algas”. Alguns fungos também servem para tal tratamento.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ouça nosso podcast</strong></p>
<p><a href="http://babijornal.podomatic.com/entry/2010-12-09T12_15_41-08_00">TRATAMENTO DE EFLUENTES</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/819/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=819&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">vmichela</media:title>
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			<media:title type="html">FOTO 1</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O real peso do minério</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/15/o-real-peso-do-minerio/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 12:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Anitópolis]]></category>
		<category><![CDATA[fosfateira]]></category>
		<category><![CDATA[fosfato]]></category>
		<category><![CDATA[Mineração]]></category>

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		<description><![CDATA[A implantação de uma fosfateira gera dúvidas entre os moradores de Anitápolis/SC Neuseli Bastos Luís Costa Anitápolis é uma bela e acolhedora cidade, colonizada por alemães, sendo que a maioria da população trabalha no campo. A agricultura é o principal setor da economia. O município está localizado na Grande Florianópolis, distante 101 quilômetros, pela BR [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=792&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="internal-source-marker_0.4686979162506759" style="text-align:center;"><em>A implantação de uma fosfateira gera dúvidas entre os moradores de Anitápolis/SC</em></p>
<p style="text-align:right;">Neuseli Bastos<br />
Luís Costa</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto_luis_costa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-801" title="Foto: Luís Costa" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto_luis_costa.jpg?w=477&#038;h=357" alt="" width="477" height="357" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Anitápolis é uma bela e acolhedora cidade, colonizada por alemães, sendo que a maioria da população trabalha no campo. A agricultura é o principal setor da economia. O município está <a href="http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-br&amp;tab=wl">localizado</a> na Grande Florianópolis, distante 101 quilômetros, pela BR 282, acesso após Santo Amaro da Imperatriz, próximo a Rancho Queimado. Tem uma rica vegetação e várias nascentes de perder o fôlego, formando rios que proporcionam a prática de canoagem e pescaria.<span id="more-792"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Veja fotos da cidade:<br />
<a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/15/o-real-peso-do-minerio/#gallery-1-slideshow">Click to view slideshow.</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Raquel Back, Dona Marina Heinz Hoinaski e Débora Brand Fortkamp, são moradoras da cidade. Elas têm em comum o amor por Anitápolis, mas não necessariamente as mesmas opiniões sobre possíveis investimentos no município.</p>
<p style="text-align:justify;">Um assunto que tem influenciado as emoções da comunidade é a possível implantação de uma fosfateira na área rural da cidade. Se este fato, para alguns, é considerado bom por gerar empregos e renda, para outros causa dor de cabeça pelos possíveis danos ao ambiente.</p>
<p style="text-align:justify;">O processo para extração do fosfato, lembra um pouco o método utilizado para retirada do carvão mineral. As jazidas de fosfato são denominadas “fosfateiras”. O fosfato é um minério utilizado para diversas finalidades, como na agricultura, abastecendo o mercado de fertilizantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora com opiniões diferentes, as moradoras, além da preocupação com a cidade sob prismas diferentes, têm em comum outro aspecto: escolher um determinado caminho diante da possibilidade de implantação da fosfateira. Essas situações costumam, mesmo que inconscientemente, ocasionar reflexos emocionais nas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Raquel Back, integrante de uma família de agricultores que há várias gerações está no município, a ideia de instalar a jazida prejudica o meio ambiente em vários aspectos, como por exemplo, na qualidade do ar, desmatamento e abertura de cratera na área de exploração; poluição das águas, perda da qualidade de vida pela corrente migratória desproporcional a infra-estrutura da cidade.</p>
<div id="attachment_802" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto_neuseli_bastos_jc.jpg"><img class="size-medium wp-image-802" title="Foto: Neuseli Bastos" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto_neuseli_bastos_jc.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Poluição das águas é uma das preocupações dos moradores com a instalação da fosfateira</p></div>
<p style="text-align:justify;">Pensamento semelhante tem a estudante Débora Brand Fortkamp. “Quais os verdadeiros reflexos que a fosfateira pode ocasionar? Qual a segurança para as famílias que residem perto e para a cidade? Como será a construção da barragem?”. Estas duas perguntas são amostras das dúvidas e medos compartilhados por boa parte da população.</p>
<p style="text-align:justify;">Já Dona Marina Heinz Hoinaski, comerciante, pensa de maneira diferente. Acredita que o empreendimento pode gerar emprego e renda para o município. Como a maioria das regiões do Brasil e do mundo, a cidade precisa diversificar os setores da economia, mas grandes mudanças podem gerar medo e insegurança.</p>
<p style="text-align:justify;">Independente do posicionamento, o fator comum para a grande maioria dos moradores de Anitápolis é a preocupação com o futuro da cidade. Alguns temem por um município com fraca economia, outros por uma cidade com poluição e áreas degradadas.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://www.4shared.com/audio/OWuKtiE-/Podcast.html">podcast</a> com o Professor Luís Vinícius M. Porto de Souza sobre o assunto apresenta importantes dados técnicos. O professor é Mestre em Engenharia Ambiental, possuindo registro no Conselho Regional de Química e Conselho regional de Engenharia de Santa Catarina, além de outros importantes títulos e experiências.</p>
<p style="text-align:justify;">Qual o real peso do minério? Cada pessoa ou entidade naturalmente se posiciona conforme sua trajetória histórica e interesses. Os pesos que interferem nas opiniões são diversos. Alguns exemplos são: peso ambiental, econômico, emocional ou psicológico, social, cultural ou de filosofia de vida e político. Pela importância, o fato recebeu destaque na imprensa estadual. Leia a <a href="http://www.dailymotion.com/video/xajk7a_impacto-ambiental-de-instalacao-de_news">Reportagem</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h2 style="text-align:justify;">O que mexe com o emocional dos habitantes?</h2>
<p style="text-align:justify;">Seja em Anitápolis ou em quaisquer outros lugares, as dúvidas e dilemas da vida interferem emocionalmente na maioria das pessoas. Em entrevista a Acadêmica de jornalismo Neuseli Bastos, o psicólogo e professor Gustavo Pessoa, que é também psicoterapeuta e mestrando em psicologia pela Universidade de São Paulo, esclarece algumas questões relativas ao  envolvimento das pessoas e seus sentimentos. Confira na íntegra o ping pong:</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Neuseli:</strong> Como surgem as dúvidas ou dilemas em geral?<br />
<strong>Gustavo:</strong> A dúvida surge, em geral, numa situação psíquica em que existe uma tensão entre opostos. Uma situação só se torna muito importante para você quando muitas dimensões da sua personalidade, de ordem emocional, racional, ligadas à sua história de vida, entre outros fatores, se conjugam. Muitas vezes, esses elementos são contraditórios: pensamos de um jeito, sentimos de outro jeito, o que as pessoas esperam de nós é ainda uma outra coisa, etc. Essa disparidade causa uma tensão interna e nos provoca, nos convoca a uma escolha. Somos postos em dúvida e precisamos escolher. A escolha sempre se caracteriza por mais de uma alternativa relevante, por isso existe o conflito. Ou seja, optar entre algo que gostamos e algo que não gostamos não é efetivamente uma escolha do mesmo nível que escolher pelo sacrifício de um filho ou de outro, como na Escolha de Sofia. Escolher, de forma autêntica, significa assumir a responsabilidade por uma coisa e perder a outra coisa que estava sendo oferecida. Esta é a dificuldade fundamental de termos que escolher: ganhamos, mas também perdemos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Neuseli:</strong> Como resolver ou fazer uma escolha sem arrependimento?<br />
<strong>Gustavo:</strong> Não resolvemos. No âmbito da afetividade, o que é importante é termos consciência do que sentimos em relação a todas as opções. Uma vez que isto estiver claro, é também interessante que comemoremos aquilo que escolhemos e possamos fazer o luto daquilo que perdemos. Por exemplo: se você opta por comprar um apartamento e tem que vender seu carro pra isso, é importante que você saiba porque queria um apartamento, o que ter uma casa própria significa pra você, e outras coisas. Ao mesmo tempo, também é necessário que fique claro que isso vai acarretar em não ter o carro, ter sua mobilidade afetada, perder um símbolo de status, e outras coisas. É um processo que sempre trará alegria, por um lado, e alguma tristeza, por outro.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>Neuseli:</strong> Qual o rumo tomar quando o nosso dilema influenciar na vida de outras pessoas ou do meio ambiente?<br />
<strong>Gustavo:</strong> O caminho mais adequado é poder elaborar os prós e os contras e quais sentimentos estão em jogo. Quando estamos muito envolvidos com alguma coisa, é comum confundirmos a raiva com justiça, o amor e a paixão, a tristeza e a depressão. Na dúvida, o importante é ter uma postura suficientemente madura que permita admitirmos o fato de que não é possível ter tudo: vamos ter que perder algo para ter outra coisa. A partir daí, conhecer a tristeza que advém da perda e a força que deriva daquilo que escolhemos. Na questão ambiental, o que se estabelece é: ou abrimos mão do excesso de conforto que o progresso humano traz, ou abrimos mão do respeito à natureza e dos benefícios de mantermos reservas naturais no planeta. Não há caminho fácil: vamos perder algo. E é preciso primeiro refletir o que vale à pena para nós e o que cada um considera correto. É muito difícil para nós admitirmos que não é possível ter todo o prazer que o progresso traz, mas também é complicado encarar o desrespeito patente que demonstramos em relação à natureza. Teremos que escolher por um deles, porque não é mais viável nos mantermos na onipotência de pensar que podemos ter tudo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Neuseli:</strong> E se escolhermos o caminho errado?<br />
<strong>Gustavo</strong>: A escolha refletida nunca será mal feita. O ser humano é essencialmente mudança, portanto, não é vergonha mudar de posição. O que poderíamos classificar como inadequado é a falta de reflexão sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca. Precisamos assumir uma postura mais ética, olhando para o nosso lado mais sombrio e nossos desejos indizíveis, mensurar o quanto eles valem quando pesamos as coisas para tomarmos nossas decisões. Até aqui, o homem tem escolhido a premissa de que o planeta é nosso e de mais ninguém, portanto podemos ocupar 100% de seu espaço doa a quem doer. Agora, surge o dilema: ocupar todo o espaço ameaça a nossa própria existência. Esse ainda é um dilema egoísta, porque só trata da nossa própria sobrevivência. Mais interessante seria o questionamento: será que tudo o que é vivo na Terra não tem o mesmo direito à vida que nós temos? Se tem, não podemos ocupar indiscriminadamente todo o espaço. Precisamos respeitar o espaço dos outros, dos animais, das plantas, dos mares. Mas isso é difícil na prática porque teremos que abrir mão de uma boa parcela de nosso conforto, nosso consumo desenfreado, nosso desejo compulsivo de ter tudo e todos na hora que queremos. Se não fizermos esse luto com maturidade de quem já está há um bom tempo abusando dos recursos do planeta, e assumirmos uma postura ética de alteridade, não será possível mudar essa escolha. Em outras palavras, já estamos tendo prejuízo com nossa escolha de privilegiar o progresso, mas mudar e privilegiar o direito à vida de todos e o espaço de todos os seres vivos, também acarretará no prejuízo do nosso conforto. Não podendo ter tudo, somos convocados à ética. Através dela, descobrimos que existem coisas pelas quais vale à pena.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Informações Judiciais:</strong><br />
Para o advogado Eduardo Bastos Moreira Lima, especialista em Direito Ambiental, PolíticasPúblicas e Ciência Ambientais, que entrou com ação judicial a “questão fosfateira se desenrolaem duas fases: questionamentos Administrativos e Judiciais. Administrativos são junto aosórgãos ambientais. Os judiciais tramitam principalmente no Tribunal Regional Federal”.<br />
E não para por ai, pois a causa tem grau de dificuldade e vícios no processo licitatórioambiental, omissões o estudo prévio de impacto ambiental e ausência da participação dacomunidade. Ainda há riscos de erosão, poluição hídrica, chuva ácida, enfim, um projeto dessanatureza, terá reflexos por toda região. Uma solução deve demorar.</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/792/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=792&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Foto: Luís Costa</media:title>
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		<media:content url="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto_neuseli_bastos_jc.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Foto: Neuseli Bastos</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Construção de um resort ameaça Praia de Taquarinhas</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/13/construcao-de-um-resort-ameaca-praia-de-taquarinhas/</link>
		<comments>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/13/construcao-de-um-resort-ameaca-praia-de-taquarinhas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Construção]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[Praia de Taquarinhas]]></category>
		<category><![CDATA[preservação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ministério Público move ação para impedir que empreendimento seja instalado no local Anelise Margraf Patrícia Cristina da Silva Paulo José Mueller Imagine uma casa onde, ao abrir a janela dos fundos, você encontra um jardim, cheio de verde, árvores, muitas flores e um balanço. Neste instante, você descobre que essa vista pode sumir em pouco [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=723&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Ministério Público move ação para impedir que empreendimento seja instalado no local</em></p>
<p style="text-align:right;">Anelise Margraf<br />
Patrícia Cristina da Silva<br />
Paulo José Mueller</p>
<p>Imagine uma casa onde, ao abrir a janela dos fundos, você encontra um jardim, cheio de verde, árvores, muitas flores e um balanço. Neste instante, você descobre que essa vista pode sumir em pouco tempo. Uma piscina deve ser instalada no local, que precisará ser destruído para receber artigo de conforto e status. Agora pare de imaginar e volte seu olhar para <a href="http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/=2&amp;hl=pt-BR">Balneário Camboriú</a>. É na capital catarinense do turismo, conhecida também como a “Maravilha do Atlântico” e pelas belezas naturais, que encantam quem por ali passa, que está localizada a única praia do litoral de Santa Catarina, ainda totalmente preservada. Água cristalina, areia fofa, diversidade de fauna e flora. Todos esses adjetivos são poucos para definir o que você encontra na Praia de Taquarinhas. Mas tudo isso pode estar ameaçado. Assim como o jardim imaginário que perde espaço para uma piscina, o local é alvo do chamado desenvolvimento sustentável, que pretende construir um condomínio residencial no meio da mata.<span id="more-723"></span></p>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_724" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/mapa-taquarinhas-localizac3a7c3a3o.jpg"><img class="size-full wp-image-724" title="Reprodução: Google Maps" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/mapa-taquarinhas-localizac3a7c3a3o.jpg?w=477&#038;h=304" alt="" width="477" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa de localização Praia de Taquarinhas – Balneário Camboriú/SC</p></div>
<p>A região de Taquarinhas faz parte da chamada Área de Preservação Permanente – APA &#8211; da Costa Brava. A ocupação da APA deve ser ordenada por meio de um Plano de Manejo, semelhante ao plano diretor de um município. Além disso, deve ser aprovada pelo conselho gestor formado pelo poder público e comunidade organizada.  A construção de um resort na localidade vai de desencontro à legislação. Por isso, integrantes da organização não governamental <a href="http://www.ideiasc.org.br/web/">Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental – IDEIA</a> &#8211; reivindicam que este rico ecossistema, que contempla mata atlântica e restinga, seja transformado em um Parque Estadual  Municipal, conforme lei nº 9985/2000, referente ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O projeto de <a href="http://www.alesc.sc.gov.br/expediente/2009/PL__0612_1_2009_Original.rtf">lei nº 612/09</a>, de autoria do Deputado Sargento Amauri Soares, que cria o Parque Estadual na Praia de Taquarinhas, já tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.</p>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-01-taquarinhas.jpg"><img class="size-medium wp-image-734 " title="Foto: Psulo José Muller" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-01-taquarinhas.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Vista Praia de Taquarinhas – Balneário Camboriú – SC</p></div>
<p>A <a href="http://www.tha.com.br/portal/">construtora Thá</a>, com sede em Curitiba-PR, comprou os lotes de terra da praia de Taquarinhas e, desde 2005, tenta viabilizar a construção do empreendimento. O Ministério Público Federal, nesse mesmo ano, moveu uma ação civil pública contra o loteamento. O objetivo é impedir a degradação do meio ambiente e a continuidade do projeto.</p>
<p>No dia 03 de novembro de 2010 aconteceu uma audiência pública de conciliação entre o MPF e representantes da empresa, na Justiça Federal de Itajaí. Na ocasião, a ONG IDEIA reuniu entidades e comunidade para fazer uma mobilização em prol da praia de Taquarinhas e pressionar o juiz Nelson Gustavo Mesquita Ribeiro Alves, para que ele mantivesse a liminar que impede qualquer construção neste local. O advogado da Thá, Osmar Nunes Junior, disse que a audiência seguiu pelo “caminho normal das coisas”. Foi proposto construir em 20% da área e transformar os 80% restante em uma  Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN. A proposta não foi aceita pelo Ministério Público, que deve prosseguir com a apresentação de provas para posteriormente o local ser analisado por um perito e realizar uma nova audiência para definir a sentença.</p>
<p><strong>Assista abaixo a reportagem veiculada na TV  Litoral Panorama, no dia 04 de novembro de 2010, em que o advogado da empresa é recebido com vaias pelos manifestantes<br />
</strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/13/construcao-de-um-resort-ameaca-praia-de-taquarinhas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/IzIXroyfeZo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Outra denúncia já encaminhada à secretaria do meio ambiente de Balneário Camboriú, é que a construtora Thá cria gado na propriedade, o que viola o direito ambiental, pois a área é de preservação permanente. A integrante do Instituto IDEIA, Carla Cravo, acredita que eles “colocam os animais ali para que eles se alimentem da vegetação local”. Os bois roem as cascas das árvores, o que acelera a morte das plantas. Até agora nenhuma solução para o problema foi apresentada. O órgão municipal informou que não tem carro disponível para retirar o gado e que não é de sua competência realizar o serviço.</p>
<p>A <a href="http://www.fatma.sc.gov.br/">Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina – FATMA</a> – também esteve presente na audiência do dia 03. O chefe da procuradoria da entidade, Geraldo Stelio Martins, não conhecia o projeto e nem a praia de Taquarinhas. Ele recebeu um convite inusitado dos integrantes que defendem o lugar. Foi convidado para fazer uma visita e apreciar a beleza desse pedacinho do paraíso em Balneário Camboriú. Ele aceitou o convite e cumpriu a promessa no dia 11 de novembro.</p>
<p><strong>Acompanhe abaixo a visita do procurador à Praia de Taquarinhas<br />
</strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/13/construcao-de-um-resort-ameaca-praia-de-taquarinhas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/y8H-Y3YyXnA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div id="attachment_735" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/acesso-pela-interpraias.jpg"><img class="size-full wp-image-735" title="Foto: Paulo José Muller" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/acesso-pela-interpraias.jpg?w=477" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Acesso a praia de Taquarinhas pela Rodovia Interpraias – só é possível chegar a pé</p></div>
<p>O acesso ao local é feito pela chamada Interpraias, uma ligação entre todas as praias da cidade. É preciso descer da rua pelas pedras, prova de que a praia ainda não recebeu a degradação humana. Outro acesso é por uma fazenda, que é propriedade da construtora Thá. Esse é bloqueado, apenas funcionários têm permissão para acessar a praia por este local.</p>
<div id="attachment_736" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-fazenda.jpg"><img class="size-medium wp-image-736" title="Foto: Paulo José Muller" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-fazenda.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Sede fazenda na praia de taquarinhas – propriedade particular</p></div>
<p>A comunidade local já sente as conseqüências da exploração imobiliária na cidade. O morador e defensor do meio ambiente João Paulo Garcia, conta que várias famílias invadiram áreas na região de taquarinhas e construíram casas irregulares. “Conseqüência de uma política social que não atende a realidade local”, enfatiza. Ainda segundo ele, já é possível observar clareiras abertas em plena mata atlântica, que teoricamente, deveria ser de preservação permanente.</p>
<p>Moradores já encontraram várias tartarugas mortas na areia da praia. “Um desastre para o meio ambiente”, afirma João. “Já foi visto o gado solto na orla, o que é inadmissível para os frequentadores e ambientalistas”, finaliza.</p>
<p>De acordo com a Bióloga e doutora em Engenharia Ambiental Ana Maria Torres Rodrigues, qualquer empreendimento altera o meio ambiente. Quando o ambiente já é degradado, as consequências são menores porque ele já perdeu as características naturais. No caso de Taquarinhas, por se tratar de um ambiente em que as características naturais estão mantidas, qualquer obra que se instale sobre o local, haverá supressão da vegetação e algumas espécies serão sacrificadas pela ação humana. Ouça aqui o podcast com a entrevista completa.</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/placa-taquarinhas.jpg"><img class="size-medium wp-image-737" title="Foto: Paulo José Muller" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/placa-taquarinhas.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Taquarinhas pede respeito</p></div>
<p>De um lado ambientalistas, entidades, ONGs e comunidade em defesa da Praia de Taquarinhas. De outro, a expansão econômica e imobiliária da cidade, através de investimentos privados na construção civil. Nem sempre é possível aliar progresso e preservação. Este é um desafio constante. E na balança, o que vale e pesa mais: o enriquecimento de poucos ou a preservação ambiental para o futuro das próximas gerações? A decisão está nas mãos da justiça.</p>
<p><strong> Saiba Mais:<br />
</strong>Conhece o novo código ambiental de SC? <a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/lei14-675-09.pdf">Acesse aqui</a>.</p>
<p><strong>Áudio:<br />
</strong>Ouça a entrevista com a Engenheira Florestal Ana Maria Torres<br />
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/723/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=723&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Foto: Paulo José Muller</media:title>
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		<title>As margens da indecisão</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/10/as-margens-da-indecisao/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 12:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Áreas de Preservação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Ciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo de Santa Catarina abre debate sobre o código florestal e amplia interesse da nova lei, criando um impasse com o governo Federal. Analú Vignoli Jonas Augusto da Rosa Um problema ambiental, social e constitucional, que resulta em movimentos e discussões, prós e contras. São alguns dos pequenos fragmentos do código florestal de Santa Catarina, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=744&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Governo de Santa Catarina abre debate sobre o código florestal e amplia interesse da nova lei, criando um impasse com o governo Federal.</em></p>
<p style="text-align:right;">Analú Vignoli<br />
Jonas Augusto da Rosa</p>
<p style="text-align:justify;">Um problema ambiental, social e constitucional, que resulta em movimentos e discussões, prós e contras. São alguns dos pequenos fragmentos do código florestal de Santa Catarina, que repercute na mídia nacional, divergindo opiniões.</p>
<p style="text-align:justify;">O código florestal criado pelo estado de Santa Catarina, tenta se opor a lei federal, mas para ser colocado em vigor, será necessário ultrapassar as regras da nação. Os pontos levantados para que a lei do estado seja utilizada, está entre a fiscalização dos órgãos ambientais, até a aceitação dos municípios, através das diretrizes de agricultura e meio ambiente. De um lado o Ibama fiscaliza as regras impostas pela lei federal, do outro, a Fatma e a Polícia Ambiental impõe as práticas da lei catarinense.<span id="more-744"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A diferença entre os códigos são grandes. Para o agricultor a lei do estado significa um incentivo, ter mais espaço para plantar, garantindo assim a sua permanência no campo. Para os defensores, os ambientalistas, um passaporte carimbado para um possivel desastre e desequilíbrio do ecossistema. De acordo com sancionamento do governador Leonal Pavan e Assembléia Legislativa, em 2009, foram destinados cinco metros de preservação da mata ciliar dos rios, para terrenos de até 50 hectares, acima disto, aumenta para dez metros. Mas desde 15 de setembro de 1965, o país conta com o próprio código florestal (<a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/cc3b3digo-florestal.pdf">Em PDF</a>), assinado pelo então presidente Castello Branco, onde a lei estipula 30 metros de preservação para os cursos de água de menos de dez metros de largura, chegando até 500 metros para os rios que tenham largura superior a 600 metros. Lei esta que é considerada satisfatória para os ambientalistas e profissionais do meio ambiente. A lei pune com multas e até prisões quem desrespeitar o código,que vigora há 45 anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a professora de Engenheira Ambiental da Univali, Rosemeri Marenz , “A redução de APP [Área de Preservação Permanente] ainda diminui locais que servem de abrigo e de alimento e, com isso, levando a uma perda da biodiversidade. Não vejo lado positivo quanto a este código [de Santa Catarina], já que temos o Código Florestal Brasileiro que é mais restritivo e, portanto, mais eficiente.”</p>
<p style="text-align:justify;">Diferente da opinião do presidente do Sindicato dos trabalhadores rurais de Camboriú, Silvio Matias, que apóia o estado e defende a ideia. “Para nós é um incentivo, quanto mais áreas para plantar, mais recursos nós temos para nos manter no campo”. Com o código florestal Federal, Silvio diz ainda,  que o agricultor se torna um criminoso ambiental. Quando a questão é a preservação da mata ciliar o presidente do sindicato afirma que, “na grande maioria das vezes a mata ciliar alcança cinco até sete metros, sendo que o restante [até os 30 de preservação], não se pode mexer, não se pode plantar, fica ali parada, já com a lei do estado de Santa Catarina, iremos preservar esta faixa e o restante da área podemos plantar.”</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/10/as-margens-da-indecisao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/56ebWyNvPBc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>É neste momento que surge a divisão das águas deste rio de discussões, uma bifurcação de opiniões. De um lado, os ambientalistas e do outro, os trabalhadores rurais. Porém um terceiro movimento, se assim pode-se dizer, os constitucionalistas, vêem no código catarinense uma afronta ao governo federal. Confira o que esta em pauta (<a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/confira-o-que-esta-em-pauta_.pdf">PDF</a>).</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"> </span></p>
<div id="attachment_745" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-745" title="foto 1" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-1.jpg?w=300&#038;h=187" alt="" width="300" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Margens de um afluente do Norte do Brasil, foto por João Talocchi.</p></div>
<p>O Código Florestal de Santa Catarina (<a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/cc3b3digo-florestal-de-santa-catarina.pdf">PDF</a>) foi aprovado em 13 de abril de 2009, passando a ter uma situação favorável ao homem do campo. Rosemeri Marenz acredita que o código favorece os riscos e desastres ambientais. “A redução de mata ciliar aumenta as enchentes, pois toda a água da chuva que cai em um rio pode extravasar para as margens e a cobertura vegetal eficiente absorve esta água, inundando áreas adjacentes. A redução de APP ainda diminui locais que servem de abrigo e de alimento e, com isso, levando a uma perda da biodiversidade.”</p>
<p>A partir dos códigos de SC e Federal uma força ruralista pressionou o congresso nacional, onde elaborou uma comissão especial para tratar deste assunto. Sendo aprovado o projeto do novo código florestal do país, que começou a tramitar novamente depois das eleições presidenciais que aconteceram em Outubro.</p>
<p><strong>O novo código Florestal</strong></p>
<p>Graças à discussão e a criação do código de Santa Catarina, os trabalhadores rurais se uniram para pedir a ampliação da lei para todo o país. Criando assim um interesse na reformulação do código brasileiro, apelidado já como “Novo Código Florestal”. Para entender melhor, confira o vídeo abaixo:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/10/as-margens-da-indecisao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/llQAb3aYo8g/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Lembrando que após os onze meses de discussões e a aprovação na Comissão Especial, o projeto do Novo Código deverá passar pela Câmara dos Deputados e do Senado, entrando em vigor apenas quando o Presidente da Republica sancionar a lei.</p>
<p><strong>O que é Mata Ciliar?</strong></p>
<p>Um dos pontos mais abortados dos códigos é sem dúvida a Mata Ciliar, repetida diversas vezes principalmente pela imprensa. Mas afinal, o que seria a mata ciliar? Assim como os nossos olhos estão protegidos pelos cílios, os rios que cortam nossas cidades são preservados pela mata que está no percurso das águas. A função é praticamente a mesma. A engenheira ambiental, Rosemeri acrescenta que “esta vegetação protege a qualidade d’água. Por meio desta cobertura vegetal, há uma significante diminuição na velocidade da chuva que cai nas margens dos rios, fazendo com que o número de impurezas levadas para dentro dos rios e córregos, também diminua.”</p>
<p>Entenda qual seria o melhor uso da Mata Ciliar através do Infográfico abaixo (Clique em menu e depois em view fullscream para visualizar em tela cheia):</p>
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<div id="attachment_753" class="wp-caption alignright" style="width: 122px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-753" title="Jonas Augusto da Rosa" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/foto-2.jpg?w=112&#038;h=150" alt="" width="112" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Diretor de Meio Ambiente de Camboriú, Marcelo Chaves.</p></div>
<p>Uma das maiores produções agrícolas na região está em Camboriú, onde o arroz irrigado, o milho, verduras e produção de leite predominam em todo o município. O Sindicato dos trabalhadores rurais de Camboriú, o SITRUC, tem em torno de 500 famílias do campo cadastradas, sendo que mais de um terço delas estão na beira do rio Camboriú, que também abastece a cidade vizinha de Balneário Camboriú. A cidade que já foi conhecida como capital do mármore, mantém suas diretrizes ambientais pela lei federal, mas espera a liberação da constituição para a vigoração da lei estadual, que melhoraria o cenário rural da cidade. Confira a entrevista em áudio realizada com o Diretor de Meio Ambiente, Marcelo Guerreiro Chaves, da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Camboriú.</p>
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<p><strong>A Web Verde 2.0</strong></p>
<p>Com o avanço da internet como ferramenta social e política, o uso vem crescendo, principalmente para movimentos sociais e por ativistas ambientais. Um exemplo próximo é a defesa da preservação da Praia de Taquarinhas pelo o Instituo de Desenvolvimento e Integração Ambiental – o <a href="http://ideiasc.org.br/web/salvetaquarinhas.php">IDEIA</a>. A ONG disponibilizou ao internauta um abaixo assinado eletrônico para inviabilizar a construção de um condomínio residencial. A praia faz parte da Área de preservação ambiental da Costa Brava, e desde 2005 a construtora Thá, uma das maiores do sul do país no ramo, vem acionando seus advogados para a liberação de toda a documentação para o inicio das obras, já que o projeto está finalizado.</p>
<p>Outro caso verde na Web é da  senadora do Acre, pelo PV, Marina Silva reconhecida mundial por suas defesas ambientais que após as eleições, onde atingiu quase 20 milhões de votos, teve reconhecimento de sua luta dentro do país, declara apoio contra qualquer alteração que prejudique a preservação de quaisquer ecossistemas. A senadora utiliza o blog e <a href="http://www.twitter.com/silva_marina">twitter</a>, que ultrapassa os 360 mil seguidores, para explicar, compartilhar e atingir os interessados do assunto para ter um olhar mais crítico e preocupado para este assunto do mundo ambiental.</p>
<p>Em defesa do Código Florestal, as ONGs, Greenpeace, WWF Brasil com mais cinco organizações mantêm no ar o portal <a href="http://www.sosflorestas.com.br/">SOS Florestas</a> que defende a preservação e colabora para o esclarecimento de questões que envolvem o código que possam confundir o internauta. Outra ideia do site é elucidar o que é verdade ou mentira sobre tema.</p>
<p><strong>As margens da decisão</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/10/as-margens-da-indecisao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/uKdqQNKZgYI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/744/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/744/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=744&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">vmichela</media:title>
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			<media:title type="html">foto 1</media:title>
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			<media:title type="html">Jonas Augusto da Rosa</media:title>
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	</item>
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		<title>Preservando a vida dos Mexilhões</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/08/preservando-a-vida-dos-mexilhoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 16:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Cemar]]></category>
		<category><![CDATA[cooperativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coopermape]]></category>
		<category><![CDATA[marisco]]></category>
		<category><![CDATA[mexilhões]]></category>
		<category><![CDATA[preservação]]></category>
		<category><![CDATA[Univali]]></category>

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		<description><![CDATA[Bianca Escrich Felipe Ramón Vanessa Garcia &#160; Tudo começa a partir do Centro Experimental de Maricultura (Cemar) na Enseada de Armação do Itapocorói, no Município de Penha. O Cemar foi estruturado pelo curso de oceanografia da Univali, em 1994, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de cultivo de moluscos marinhos de maneira sustentável. Através [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=718&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Bianca Escrich<br />
Felipe Ramón<br />
Vanessa Garcia</p>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Foto: Vanessa Garcia" src="http://lh4.ggpht.com/_B7mKhyOiTZk/TP0ib7EzvPI/AAAAAAAAAGU/AHWPL2KprtM/s800/PC010088.JPG" alt="" width="448" height="336" /></p>
<p>Tudo começa a partir do Centro Experimental de Maricultura (Cemar) na Enseada de Armação do Itapocorói, no Município de Penha. O Cemar foi estruturado pelo curso de oceanografia da Univali, em 1994, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de cultivo de moluscos marinhos de maneira sustentável. Através de atividades de extensão com os produtores locais o Cemar estimulou a utilização de barcos com guinchos, balsas de manejos, rolos de seleção, implantação de cultivos de superfícies e meia-água em áreas com profundidade superiores a dez metros, ancoragem dos long-lines com estacas proporcionando um incremento na produtividade local e comprovando a viabilidade técnica dos cultivos de moluscos nesta região.<span id="more-718"></span></p>
<p>Desde a implantação do Cemar, vários pesquisadores da Univali realizam trabalhos de monitoramento ambiental na área e nos organismos com a finalidade de qualificar o produto cultivado e avaliar os impactos decorrentes da evolução da atividade.</p>
<p>A utilização de coletores, o processo de reciclagem (desdobre) das cordas de cultivo, a produção de larvas em laboratório e transferência para caixas de cultivo (Assentamento remoto) são as principais alternativas apresentadas pelo Cemar aos produtores de mexilhões com a finalidade de evitar exploração dos costões rochosos, o setor produtivo além de capacitar os maricultores, o Cemar presta apoio técnico a Associação de Maricultores da Penha (AMAP) e da Cooperativa de Maricultores do Município de Penha (COOPERMAPE), que é a única cooperativa do Brasil, que apresenta o Selo de Inspeção Federal (SIF 3389) para comercializar mexilhão beneficiado.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"> </span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 404px"><img class="   " title="Foto: Vanessa Garcia" src="http://lh6.ggpht.com/_B7mKhyOiTZk/TP4e5TS-MqI/AAAAAAAAAKA/xDs6OB97-Ow/s912/PC020031.JPG" alt="" width="394" height="295" /><p class="wp-caption-text">Instalação da Cooperativa de Maricultores do Município de Penha - COOPERMAPE</p></div>
<p>A evolução e o ordenamento do cultivo na região são planejados em conjunto com os produtores e instituições envolvidas na gestão da atividade, com o resultado das atividades de pesquisa, Ensino e extensão do Cemar Univali, o cultivo de moluscos realizado na armação do Itapocorói, se transformou em uma referência nacional.</p>
<p>Segundo Ivonete Miquelotti, agente de inspeção do município de Penha, “os mexilhões natura chegam à cooperativa dos maricultores e são inspecionados pela inspeção federal, é exibida a guia de trânsito (GTA) para o transporte de animal vivo. O mexilhão deve chegar vivo para o beneficiamento, os mexilhões mortos na lavagem e seleção são descartados indo para o resíduo, os quais são incinerados, na cooperativa (COOPERMARPE) tem por objetivo um projeto para serem usados para fabricação de asfalto, tijolos, etc&#8230; na fase atual os resíduos na cooperativa estão sendo usado depois de incinerados no calçamento do pátio externo. Esta GTA também contribui para o monitoramento da quantidade de mariscos no mar, e essa estatística também vai para secretaria de pesca, pois a GTA é retirada na CIDASC, órgão do estado de Santa Catarina”.</p>
<p>A região foi responsável por 95,3% da produção da malacultura brasileira em 2004 representada basicamente pelo cultivo de mexilhões, ostras vieiras no qual Santa Catarina tem se destacado como líder nacional. O cultivo de mexilhões (Mitilicultura) representou 4% da produção total da aqüicultura nacional. O cultivo deste molusco no Brasil teve um crescimento acentuado, registrando 11.760 toneladas.</p>
<p><strong>Beneficiamento de mexilhões na COOPERMARPE</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/08/preservando-a-vida-dos-mexilhoes/"><img src="http://img.youtube.com/vi/X0w_PfqHdjM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O IBAMA (instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais) <a href="http://www.ibama.gov.br/fauna/criadores.php">http://www.ibama.gov.br/fauna/criadores.php</a> tem por objetivo total preservação ambiental e fiscalização dos mexilhões do mar. Há dois anos o IBAMA não autoriza a retiradas dos mexilhões nos costões, por motivo de toda retirada dos mariscos pelos indivíduos que não obtêm autorização em comercializar, a preservação desses mexilhões nas costas serve de preservação para natureza e de alimentação para outras espécies marinhas. De acordo com Hermínio de Souza, presidente da cooperativa de maricultura do município de Penha, “a casca dos mexilhões, depois de sair da unidade passando em um triturador 60% do processo para moer e fazer armazenagem em outra máquina, esta casca está em experiência e com objetivo para comercializar para fins medicinais, já observados e analisados que a casca é fonte de cálcio e ajuda na preservação do meio ambiente reutilizando essa mostra para fabricar também farinha e moranguinho.”</p>
<p>Gilberto Manzoni, professor de Oceanografia na Univali, conta que há muitas coisas a se descobrir sobre as cascas do marisco. Está em análise que a casca ela é impermeável, ou seja, sem aceitação das umidades. O centro experimental da maricultura tem atividade em laboratório e também gestão de atividades de pesquisa de moluscos e toda uma preservação e uma forma correta em fazer com essa alimentação chegar ao consumidor final, saudável e saboroso.</p>
<p>Os maricultores não medem esforços para a construção de um modelo de desenvolvimento que priorize o ser humano, a natureza e a relação de respeito com outros trabalhadores. A Famasc (Federação das associações de maricultores do Estado de santa Catarina) tem sido o grande instrumento de organização dos trabalhadores catarinenses na busca por uma sociedade diferente e melhor.</p>
<p>Em comunhão com o meio ambiente, a natureza legou a Santa Catarina um litoral cortado de baías e enseadas que produzem um ambiente propício ao cultivo de organismos marinhos. Além da geografia adequada, nosso litoral ainda e o habitat natural de uma das mais produtivas espécies de marisco (o mexilhão perna perna). Também possui águas frias o suficiente para abrigar ostras nativas e exóticas ambas adequadas ao cultivo. O que também torna as águas catarinenses adequadas à produção marinha é sua excelente qualidade no que diz respeito a índices de poluição ou contaminação. Os maricultores sabem muito bem o que isto significa. Tanto que através da Famasc e de suas associações têm buscado parcerias com instituições governamentais e universidades para monitoramento e controle das áreas de cultivo, sempre buscando o monitoramento ambiental nos moluscos nas áreas de cultivo, para o beneficiamento dos mexilhões em local adequado.</p>
<p><strong>Visualize nosso álbum de fotos</strong></p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top">
<div><a href="http://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=114897756024922103355&amp;target=ALBUM&amp;id=5547606967807919201&amp;authkey=Gv1sRgCMSin9DW9tLZXg&amp;feat=email" target="_blank"><img src="http://mail.google.com/a/felipedacosta.com.br/?ui=2&amp;ik=3c4a6c5d98&amp;view=att&amp;th=12cbdcd8b243a92f&amp;attid=0.2&amp;disp=emb&amp;zw" alt="" /></a></div>
</td>
<td valign="top">
<div>Preservando a vida dos mexilhões</div>
<div>06/12/2010<br />
de <strong>Vanessa Garcia</strong></div>
<div><a href="http://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=114897756024922103355&amp;target=ALBUM&amp;id=5547606967807919201&amp;authkey=Gv1sRgCMSin9DW9tLZXg&amp;feat=email" target="_blank">Visualizar álbum</a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=114897756024922103355&amp;target=ALBUM&amp;id=5547606967807919201&amp;authkey=Gv1sRgCMSin9DW9tLZXg&amp;feat=email&amp;mode=SLIDESHOW" target="_blank">Reproduzir apresentação de slides</a></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/718/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/718/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=718&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">vmichela</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: Vanessa Garcia</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: Vanessa Garcia</media:title>
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		<title>Invasão da “Onda Verde”</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 21:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[embalagens]]></category>
		<category><![CDATA[marketing sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[produtos ecologicamente corretos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O marketing sustentável atinge a sociedade e questiona se é modismo ou preocupação ambiental Caroline Dall’agnol Jamile Tonini Vivian Santana Você já viu alguma propaganda com imagens de árvores e palavras de conscientização ecológica e logo depois lhe indicaram a comprar algum produto biodegradável ou reciclado?  Provavelmente sim. Pela expectativa do mercado isso será cada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=701&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>O marketing sustentável atinge a sociedade e questiona se é modismo ou preocupação ambiental</em></p>
<p style="text-align:right;">Caroline Dall’agnol<br />
Jamile Tonini<br />
Vivian Santana</p>
<p style="text-align:left;">Você já viu alguma propaganda com imagens de árvores e palavras de conscientização ecológica e logo depois lhe indicaram a comprar algum produto biodegradável ou reciclado?  Provavelmente sim. Pela expectativa do mercado isso será cada vez mais frequente, é a onda verde que atingiu a publicidade empresarial.</p>
<p style="text-align:left;">O modismo do marketing sustentável é fruto da própria cobrança de mercado. Pesquisas científicas das últimas décadas levantaram informações alarmantes sobre o resultado da ação do homem na natureza. As projeções reveladas são catastróficas, tanto para o planeta quanto para o próprio homem, caso não haja uma mudança brusca de comportamento. A partir dessas informações, cresceu o número de ONGs e grupos com apelo ambiental, tendo na internet sua principal aliada de divulgação.</p>
<p>Dessa forma, o mercado se adapta à necessidade de se ter produtos e empresas “ecologicamente corretas” há algum tempo. Nos últimos dez anos houve uma massificação do surgimento de mercadorias verdes, campanhas de grandes empresas, as quais incentivam a reciclagem e uso consciente dos recursos naturais. A exemplo da Telecomunicações Vivo, dentre outras, a qual utiliza a ideia de tecnologia a serviço do meio ambiente.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/06/invasao-da-%e2%80%9conda-verde%e2%80%9d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/20mzWdaPK_s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Muitas pessoas têm um pé atrás quando se fala em publicidade, pois a mesma é associada a “enganar” ou “enrolar” para vender um produto.  “Os bons profissionais pagam pelos maus, mas toda essa questão de publicidade sustentável vem para mostrar que estamos a serviço da sociedade em geral e não só das empresas. Infelizmente, sabemos que algumas utilizam essa arma apenas para se promover e não têm comprometimento com a questão ecológica. Porém, os consumidores estão cada vez mais atentos e seletivos. Esse tipo de empresa se expõe a um alto risco”, diz o professor da Assevim de Brusque, Élson Mota, um dos organizadores da 4ª Semana de Publicidade e Propaganda com o tema “comunicando um futuro sustentável”. Ele ainda acrescenta que o código de ética dos publicitários incentiva os mesmos a auxiliarem as empresas, a por em prática a imagem que vendem.</p>
<div id="attachment_705" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotocaroline1.jpg"><img class="size-medium wp-image-705" title="Caroline Dal'Agnoll" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotocaroline1.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Empresa incentiva a reciclagem: caneta com material reutilizado</p></div>
<p>Apesar de todas as desconfianças do mercado, as notícias no geral são positivas, é o que a bióloga e mestre em engenharia ambiental, profª do curso de biomedicina da Uniasselvi de Blumenau, Lílian Beal, ressalta. “Algumas empresas por serem obrigadas a se ajustar a leis ambientais, outras pelo próprio cunho ecológico e algumas também com intuito de promoção junto a seus clientes. Mas, na verdade não importa qual a intenção, o importante é que temos visto várias empresas de renome tomarem atitudes que vêm ajudando na preservação dos recursos naturais”. A professora cita a empresa de cosméticos <a href="http://scf.natura.net/">Natura</a>, e explica que ela foi pioneira na questão de reutilização de recipientes com a venda de refis e fez com que outras do gênero também adotassem a mesma atitude.</p>
<p>Lílian revela que nós, consumidores, temos grande parte da culpa pela “falsa” atitude ecológica que ronda algumas empresas. “Quando vamos comprar um produto não buscamos o conteúdo em si, que é o que necessitamos, e sim do rótulo, do “belo”, do pacote bonito. Levando muitas empresas a só se preocupar com o terceiro R que é o da reciclagem”.</p>
<p><strong>Assista o vídeo produzido pela WWF</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/06/invasao-da-%e2%80%9conda-verde%e2%80%9d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/FfbSxW3wPUQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Dos 3 Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar, a professora diz que o terceiro é a última instância para preservação, a primeira coisa a ser feita é reduzir o consumo. Utilizar o necessário e quando necessário. Depois é reutilizar, como no caso dos recipientes, “Na verdade nos mercados ao invés de produtos prontos embalados por muito plástico e papel, deveria ter postos de abastecimento, onde levássemos o recipiente do produto que acabou em casa para reabastecê-lo”. E para aqueles que acham que este é um procedimento incompatível com a modernidade, o país campeão em reutilização, não por acaso, é o Japão que reutiliza 50% do seu lixo sólido.</p>
<p>No Brasil existem várias empresas e profissionais que já se adequaram aos 3Rs. Em Brusque, Santa Catarina existe o projeto do Azeite, uma iniciativa do clube de engenharia da cidade. Em supermercados são deixados postos de arrecadação de óleo de cozinha utilizado pela população, este óleo é vendido por 0,60 o litro para a empresa Janeiro Transporte e Comércio de óleo Vegetal, de Florianópolis. Esta recicla o óleo e o transforma em biodísel utilizado em seus caminhões.</p>
<p>Todo valor arrecadado com a venda do óleo é depositado em uma conta no nome do clube. “Assim que obtivermos um valor X, o qual, o determinamos junto a Prefeitura Municipal, iremos investir o dinheiro em educação ambiental na cidade. De nada adianta reciclarmos ou termos ações isoladas, precisamos é mudar a cabeça das pessoas, começando com as crianças. É preciso ter consciência que os nossos atos um dia voltarão para nós”, explica Udo Aurélio Serpa, engenheiro mecânico, e voluntário no projeto do Azeite, ele é quem empresta sua caminhonete para a coleta do óleo. O projeto teve inicio em Maio de 2009 e já arrecadou 12mil litros.</p>
<p>Udo afirma ficar incomodado com essa onda verde: “Muitas empresas se dizem defensoras do meio ambiente, mas isso é só uma fachada para conquistar um público. Têm programas de redução de impacto por um lado e por outro poluem. Ou seja, vendem uma imagem para esconder o resto”.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/mtv.jpg"><img class="size-medium wp-image-706 aligncenter" title="Anúncio MTV" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/mtv.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" /></a></p>
<p>O engenheiro ainda comenta sobre a importância de analisar a viabilidade do processo de reciclagem para o meio ambiente. Pois há uma ação chamada de balanço energético, ou seja, todo produto em que haja intenção de reciclagem, antes deve ser submetido a uma pesquisa sobre a ação dos resíduos químicos, que o mesmo deixará na natureza e impacto da retirada de matéria prima para a fabricação do produto inicial. Assim é possível evitar desperdícios de energia. O que vai ao encontro da fala da profª. Liliam, a qual explica não ser viável a reciclagem de pneus justamente pela grande utilização de energia no processo.</p>
<p>“As empresas deveriam ser obrigadas a divulgar todo seu processo de produção, no sentido de impacto ecológico, para que nós clientes pudéssemos saber também o impacto de nossas escolhas e compras”, acrescenta o engenheiro.</p>
<div id="attachment_707" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotovivian3.jpg"><img class="size-medium wp-image-707" title="Vivian" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotovivian3.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Bolsa reciclável produzida a partir de garrafas PET</p></div>
<p>Ao contrario da posição do voluntário, algumas empresas preferem não divulgar seu processo de produção mesmo sendo a autora da reutilização de até 200 toneladas por mês de garrafas pet. A Rodocordas, empresa de cordas de Itajaí, Santa Catarina, utiliza 70% de matéria reciclada em sua produção. No entanto, não usa esse dado para propagandas de cunho ambiental. Você pode estar se perguntando: por que não? O gerente de produção da empresa, Fernando Albino Censi, diz que para o setor de cordas, matéria prima reutilizada é sinônimo de má qualidade. “Infelizmente muitos clientes associam um produto reciclado a um produto de segunda que pode apresentar defeito”.</p>
<p>O interessante é que a empresa adotou esse sistema há oito anos para redução de custo e para aumentar a resistência do produto. Isso mesmo, para melhorar a qualidade da mercadoria. O fato é que ainda temos enraizado em nossa cultura que produtos reutilizados são considerados produtos inferiores. Podemos ver isso na prática com o setor de roupas. Os brechós são muito mal vistos no país, porém, nos EUA e em países da Europa, essas lojas têm a preferência de várias celebridades e consultores de moda.</p>
<p>Um produto que tem feito sucesso nos supermercados são as sacolas reutilizáveis. Eles incentivam os cliente a não fazerem uso das sacolas plásticas, tão prejudiciais.</p>
<a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/06/invasao-da-%e2%80%9conda-verde%e2%80%9d/#gallery-2-slideshow">Click to view slideshow.</a>
<p><em>Sacolas recicláveis</em></p>
<p>Porém, apesar dessa atitude ecológica, não há um setor ou informação para os clientes de outros produtos biodegradáveis à venda. A chefe de frente de caixa, Sidnéia Schimitt, 27 anos, trabalha há sete no supermercado Bistek de Brusque, e não sabe informar outro produto do gênero ou reciclado à venda no estabelecimento. “Não sei nem dizer o que é um produto biodegradável. Vejo várias propagandas falando em preservação, mais acho que falta mais informação sobre quais produtos poluem menos. Falta informação”.</p>
<p>Fomos às ruas de Balneário Camboriú-SC saber se as pessoas se preocupam em comprar produtos ecologicamente corretos, e se sabem identificá-los.</p>
<p><strong>Você compra produtos ecologicamente corretos?</strong></p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F3801485&amp;g=1&amp;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F3801485&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object>
<p>Em suma, fica evidente, antes de qualquer ação reparadora, é preciso mudança de comportamento e isso começa com investimento em educação ambiental. Não só por parte de ONGs e pessoas engajadas , mas principalmente por parte do poder público. Um governo preocupado com o meio ambiente e que investe em ações preventivas, pode minimizar gastos em outros setores, como o da saúde. Curitiba é exemplo. Mostrou que é possível unir o moderno com o sustentável, e ganhou o prêmio Globe Award Sustainable City 2010 oferecida por uma entidade sueca de empreendedores sustentáveis.</p>
<p><strong> “onda verde”</strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A moda sustentável </strong></p>
<p><strong> </strong>Desde a antiguidade a humanidade é influenciada pela moda, seja no vestuário, adorno, ou produtos comercializados. Fascinados seguem, muitas vezes, fielmente as tendências de cada era. O modismo verde atingiu a “moda de rua” e chega às passarelas.</p>
<p>Gilles Lipovetsky no livro “O império Efêmero da Moda: a moda e seu destino nas sociedades modernas” cita: “a cultura de massa é uma cultura de consumo, inteiramente fabricada para o fazer imediato e a recreação do espírito devendo-se sua sedução em parte à simplicidade que manifesta. Todas as indústrias culturais são ordenadas pela moda. A moda é o espelho da sociedade”.</p>
<p>Valerie Mendes e Amy de La Haye autoras do livro “A Moda do Século XX” concordam com Lipovetsky ao afirmarem: “a moda é uma indicação de identidade individual, grupal e sexual. Além, disso sua fluidez reflete as mudanças da matriz social.”</p>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_710" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/melissa.jpg"><img class="size-medium wp-image-710 " title="Divulgação/Melissa" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/melissa.jpg?w=300&#038;h=220" alt="" width="300" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">O estilista francês Jean Paul Gaultier criou junto com a marca Melissa um sapato ecológico, em que o salto é 100% reciclável</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p>Não foi só o visual das roupas que mudou, as embalagens, também foram afetadas por esse modismo. Na edição de Junho da revista Embalagem e Marca há 11 propagandas voltadas à preservação ambiental e uma matéria que apresenta um recente estudo do 1° <a href="http://www.embalagemmarca.com/flipo/?ed_anteriores=172">Clique aqui</a> e leia mais sobre Diagnóstico de Sustentabilidade de Embalagem nas Empresas Brasileiras.</p>
<p><strong>Cultura ecologicamente correta </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sustentabilidade é a palavra-chave para compreensão de como as empresas estão desenvolvendo estratégias para preservação do meio ambiente. Usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao <strong>planeta</strong> através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim significa desenvolver um trabalho sustentável.</p>
<p>Em uma iniciativa da Bolsa de Valores de São Paulo, (Bovespa), em parcerias com a Fundação Getúlio Vargas, <a href="http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/Default.aspx">Instituto Ethos</a> e o Ministério do Meio Ambiente, foi criado em 2005 o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), com a proposta de oferecer aos investidores uma opção de carteira composta por ações de empresas que apresentam comprometimento com a responsabilidade social e a <a title="Sustentabilidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade">sustentabilidade</a> empresarial.</p>
<p>As empresas que se comprometessem com determinadas exigências entravam em uma listagem. Em novembro de 2008, o conselho do ISE recebeu <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/files/ISEbovespa.pdf">carta</a> de  exclusão de empresas que não cumpriam com as determinadas exigências. Onze entidades, dentre elas o grupo <a href="http://www.greenpeace.org/brasil/">Greenpeace-Brasil</a>, assinaram o pedido da exclusão das empresas Petrobras, Aracruz, CCR Rodovias, Copel, Iochpe-Maxion e WEG. Na nova carteira, com vigor de dezembro de 2008 a novembro de 2009, a ISE aderiu o pedido de exclusão das empresas citadas.</p>
<p>Segundo matéria publicada no site <a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/bovespa-exclui-petrobras-do-indice-de-sustentabilidade-empresarial/">Mercado Ético</a> no mesmo período do pedido, o <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/">Movimento Nossa São Paulo</a> (movimento político, social e econômico) , declarou que  a <a href="http://www.petrobras.com.br/pt/">Petrobras</a> não estaria cumprindo a <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res02/res31502.html">resolução 315/2002</a> do Conselho Nacional do Meio Ambiente – <a href="http://www.mma.gov.br/conama/">Conama,</a> órgão  legislador que orienta a fiscalização dos outros órgãos Executores tais como <a href="http://www.ibama.gov.br/">Ibama</a> (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Secretarias do Meio ambiente do Município entre outras.</p>
<p>Tal resolução estava relacionada aos limites de emissões de enxofre no diesel. Em defesa, a Petrobras publicou uma nota esclarecendo que se comprometia de forma participativa de fornecer o diesel S-50 (com menor teor de enxofre) já a partir de janeiro de 2009.</p>
<p>Após um ano, o ISE não deu posicionamento se a Petrobrás será incluída na listagem de 2010. Na época, o Greenpeace publicou <a href="http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/cai-a-maquiagem-verdade-da-pet/">matéria no site</a> onde cita que a Petrobras foi obrigada a retirar dois anúncios publicitários do ar com ordens do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária).</p>
<p>Em conversa por email, a coordenação de Comunicação, gestão de pessoas e de conhecimento da Petrobras informa que todas as atuações da empresa estão relacionadas com o meio ambiente. Atuar com rentabilidade sem, no entanto, deixar de cuidar do social e do ambiental: &#8220;Rentabilidade com responsabilidade socio-ambiental&#8221; é a missão e visão da Petrobras.</p>
<p>A Estatal possui uma área corporativa chamada de SMS &#8211; Segurança, Meio Ambiente e Saúde, de onde saíram as 15 diretrizes para atuação da política ambiental da companhia. O Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) tem uma gerência geral voltada para energias renováveis e alguns <a href="http://www.petrobras.com.br/pt/meio-ambiente-e-sociedade/">programas de caráter ambiental</a> (clima, biotecnologia, meio ambiente etc). A empresa investe, ainda, no <a href="http://www.petrobras.com.br/ppa2010/home/">Programa Petrobras Ambiental</a> por meio de editais públicos para seleção de projetos de meio ambiente. Uma banca externa seleciona os projetos que receberão investimentos da Petrobras.</p>
<p>Há um conflito muito grande das empresas de Sustentabilidade e Responsabilidade Social com as ONG’s que lutam pela preservação do meio ambiente. Hoje no Brasil são cadastradas no <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/cnea/cnea.cfm">CNEA</a> (Cadastro Nacional das Entidades Ambientalistas) órgão do Conama, <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/cnea/cneaenti.cfm">563 ONG’s</a>, espalhadas pelos 26 estados incluindo o Distrito Federal, todas preocupadas com o Meio Ambiente.</p>
<p><strong>Propagandas da ONG WWF, atuante em mais de 100 países pela preservação do meio ambiente</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/12/06/invasao-da-%e2%80%9conda-verde%e2%80%9d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/C38ZOO44TAw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Dados mostram que o Brasil ocupa a <a href="http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4232910-EI188,00-Brasil+e+em+ranking+de+sustentabilidade+ambiental.html">62° posição no Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010</a>. O país com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo ranking publicado em janeiro deste ano no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.</p>
<p>O Brasil encontra-se em seu melhor momento com empresas focadas em preservação do meio ambiente, que buscam praticar culturas ecologicamente corretas.</p>
<div id="attachment_715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotovivian.jpg"><img class="size-medium wp-image-715" title="Vivian Santana" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/12/fotovivian.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">O livro verde, de Elizabeth Rogers e Thomas M. Kostigen</p></div>
<p><strong>Para saber mais acesse: </strong></p>
<p><a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/">http://planetasustentavel.abril.com.br/</a></p>
<p><a href="http://www.wwf.org.br/">http://www.wwf.org.br/</a></p>
<p><a href="http://www.sosflorestas.com.br/">http://www.sosflorestas.com.br/</a></p>
<p><a href="http://www.modismonet.com/tag/ecologico/">http://www.modismonet.com/tag/ecologico/</a></p>
<p><a href="http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/">http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/</a></p>
<p><strong>Em PDF você encontra:</strong></p>
<p>Investigando a Biodiversidade &#8211; Guia de Apoio aos Educadores do Brasil: <a href="http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/investigando_a_biodiversidade___pdf_completo___reduzido.pdf">http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/investigando_a_biodiversidade___pdf_completo___reduzido.pdf</a></p>
<p>Guide to Greener Electronics:<a href="http://jcientifico.wordpress.com/wp-admin/%20http:/www.greenpeace.org/international/en/campaigns/toxics/electronics/how-the-companies-line-up/"> http://www.greenpeace.org/international/en/campaigns/toxics/electronics/how-the-companies-line-up/</a></p>
<p>Cartilha do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal: <a href="http://www.fsc.org.br/arquivos/05abr2006__cartilha_fsc_nr6.pdf">http://www.fsc.org.br/arquivos/05abr2006__cartilha_fsc_nr6.pdf</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/701/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=701&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Anúncio MTV</media:title>
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			<media:title type="html">Vivian</media:title>
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			<media:title type="html">Divulgação/Melissa</media:title>
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			<media:title type="html">Vivian Santana</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Extração de areia no Vale do Itajaí</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/17/extracao-de-areia-no-vale-do-itajai/</link>
		<comments>http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/17/extracao-de-areia-no-vale-do-itajai/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 01:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Extração de areia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhota]]></category>
		<category><![CDATA[Impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Itajaí]]></category>

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		<description><![CDATA[Os impactos ambientais causados por essa atividade mineradora Déborah Carolina Klug Moreira Márcia Gabrielle Ravasco Marina Dutra Garcia as Silva “Morei na Ilhota, as margens do Rio Itajaí-Açu e convivi com ele até 1966. Eu tinha 12 anos. Faz tempo. Era um rio limpo e lembro que tínhamos um trapiche e que meu pai tinha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=691&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Os impactos ambientais causados por essa atividade mineradora</em></p>
<p style="text-align:right;">Déborah Carolina Klug Moreira<br />
Márcia Gabrielle Ravasco<br />
Marina Dutra Garcia as Silva</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg"><img class="  " title="Fonte: http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg" src="http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg" alt="http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Dragas de sucção autotransportáveis</p></div>
<p style="text-align:justify;">“Morei na Ilhota, as margens do Rio Itajaí-Açu e convivi com ele até 1966. Eu tinha 12 anos. Faz tempo. Era um rio limpo e lembro que tínhamos um trapiche e que meu pai tinha uma batera. Sempre aos finais de semana, quando tinha sol, eu e ele saíamos para andar de batera e pescar.” As lembranças de Maria de Fátima, 56, são semelhantes às de muitos catarinenses, moradores do Vale do Itajaí-Açu. A delegada civil teve a infância marcada pelo rio. O pai tinha o hábito de pescar com &#8220;fisga&#8221;, espécie de garfo de três dentes. À noite, ele e amigos iluminavam a água, e quando viam o peixe jogavam a tal fisga. “Como índio pescando. Para variar, nunca me levavam. Mas sempre voltavam satisfeitos e com peixe para limpar.”</p>
<p style="text-align:justify;">A ligação de Fátima com o rio não é à toa. O pai, mecânico, era chamado com frequência para consertar os motores das barcaças que tiravam areia do leito do rio. Sempre tinha trabalho e vendia muita areia. A delegada conta que caminhoneiros, moradores da serra do estado, ao passarem por Ilhota, pegavam frete de areia para levar para suas cidades. Para eles, a areia era boa para a construção de alvenaria.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, o rio Itajaí-açu é a principal fonte de extração de areia do Vale do Itajaí. Angelina Coelho é acadêmica do curso de Oceanografia da Univali, e estagiária do Laboratório de Oceanografia Geológica. Há TANTO TEMPO iniciou um estudo que apresenta o panorama quantitativo e qualitativo da atividade de Extração de Areia no Vale do Itajaí. O trabalho aborda a mineração de areia em suas diversas aplicações e os impactos ambientais que causa.</p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira fase do seu estudo, já concluída, Angelina cita o artigo “<a href="http://redalyc.uaemex.mx/pdf/488/48829311.pdf">PERFIL AMBIENTAL QUALITATIVO DA EXTRAÇÃO DE AREIA EM CURSOS D’ÁGUA</a>” de Leandro Camilo de Lelles, Elias Silva, James Jackson Griffith, Sebastião Venâncio Martins, publicado no ano de 2005, para explicar as formas de extração de areia no Vale. A extração é feita principalmente no curso d’água do rio Itajaí-Açu.  Essas dragas podem ser fixas (Beaver) ou autocarregáveis móveis e possuem a finalidade de escavar e remover areia submersa, transportando-a, através de tubulações acopladas ou balsas de estocagem temporárias, para locais previamente selecionados, respectivamente.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral, o DNPM, em 2005 o estado de Santa Catarina produziu 6.368.644 m<sup>3</sup> de areia bruta e 687.736 toneladas de Areia Industrial. A comercialização do produto gerou, no total, R$ 113.174.483. Abaixo, o gráfico demonstra os índices da produção catarinense de areia e areia industrial entre os anos de 2001 e 2005.</p>
<div id="attachment_696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 314px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/tabelas-areia.jpg"><br />
<img class="size-full wp-image-696" title="DNPM, 2006. Extraído do estudo de Angelina Coelho." src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/tabelas-areia.jpg?w=477" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Evolução da produção catarinense de Areia 2001-2005</p></div>
<p style="text-align:justify;">Santa Catarina é responsável pela maior parte da produção de areia bruta e industrial do Sul do país. A atividade é positiva para a economia da região. No entanto, toda atividade de extração gera impactos no meio ambiente. O Conselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; <a href="http://www.mma.gov.br/conama">CONAMA</a>, na <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=23">Resolução nº 1</a> de 23 de janeiro de 1986, define impacto ambiental como:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente afeta: a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Em sua pesquisa, Angelina avaliou impactos positivos e negativos da extração de areia no Vale do Itajaí, com base em cinco pontos de extração, nas cidades de Rodeio, Blumenau, Gaspar, Ilhota e Itajaí. O estudo ainda está em andamento, e os impactos identificados pela acadêmica devem ser confirmados por um estudo minucioso e um acompanhamento mais frequente das áreas analisadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>a) Impactos Positivos<br />
</strong><strong>1.</strong> Geração de empregos;<br />
<strong>2.</strong> Aquecimento da economia local;<br />
<strong>3.</strong> Ausência de assoreamento do leito lótico devido à remoção de material (areia);<br />
<strong>4.</strong> Aumento da receita dos governos estaduais e, principalmente, municipais, por conta do arrecadamento, por parte deles, da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM);<br />
<strong>5. </strong>Aumento da oferta de areia na região e a consequente melhoria da qualidade de vida pelo uso deste material nos diversos fins a que se destina.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>b) Impactos Negativos<br />
</strong><strong>1.</strong> Aumento da turbidez (partículas em suspensão) no      curso d’água em função dos processos erosivos causados nas margens;<br />
<strong>2. </strong>Aumento      da turbidez (partículas em suspensão) por conta do reviramento do leito      lótico durante a extração do material (areia);<br />
<strong>3.</strong> Alteração      da geomorfologia do leito <a href="http://www.instituto-camoes.pt/lextec/por/domain_1/definition/20820.html">lótico</a>;<br />
<strong>4.</strong> Possível      interferência na direção, velocidade e vazão do rio, por conta da remoção      dos bancos de areia no leito;<br />
<strong>5.</strong> Supressão      da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_ciliar">vegetação ciliar</a>;<br />
<strong>6.</strong> Incidência      de processos erosivos como resultado da supressão da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_ciliar">mata ripária</a>, aumento      desordenado da profundidade do rio e compactação (pisoteamento e tráfego      de maquinarias) do solo no entorno do empreendimento;<br />
<strong>7.</strong> Danos      a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Microbiota">microbiota</a> do solo      pela maior exposição, causada pela <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=supress%E3o&amp;id=3121">supressão</a> vegetal, deste ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Intemperismo">intemperismo</a>;<br />
<strong>8.</strong> Redução, em área, do hábitat das espécies      <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endemismo">endêmicas</a> da região      explorada;<br />
<strong>9.</strong> Considerável      redução da fauna aquática em função dos movimentos causados pelas dragas      de sucção;<br />
<strong>10.</strong> Redução      da riqueza e abundância faunísticas do ambiente lótico explorado;<br />
<strong>11.</strong> Impacto      visual causado pela instalação do empreendimento de extração de areia.</p>
<p style="text-align:justify;">Gabriel Santos de Souza, Gerente de Desenvolvimento Ambiental da Fundação do Meio Ambiente de Itajaí, a FATMA, explica que os impactos ambientais acontecem em maior escala se a extração for feita em desacordo com a legislação. A FATMA é a entidade responsável pelo licenciamento ambiental, ferramenta utilizada pelo poder público para controlar a atividade. Em entrevista, Gabriel declara: “toda atividade (de extração) causa degradação ambiental, independente da forma como ela é tratada. Então nós queremos é minimizar isso, tentar trazer um desenvolvimento sustentável”. O controle da FATMA visa garantir que as próximas gerações ainda tenham acesso ao mineral, sem que haja grandes prejuízos ao meio ambiente.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de a FATMA confirmar os impactos da extração, Ana Denice, responsável pela empresa Maiomaq Terraplanagem Ltda., que realiza este trabalho no município de Itajaí, acredita que não há dano ambiental algum, pois a empresa possui as licenças para operar.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda segundo Gabriel, há muitas empresas que realizam a extração de areia no Alto Vale do Itajaí. Todas elas devem atuar conforme orientação e com permissão do órgão. Do contrário, a empresa “pode ter a licença suspensa, levar multa de acordo com as infrações ambientais”. Caso seja caracterizado crime ambiental ou minerário, a empresa pode ser paralisada e  perder a  licença, inclusive. As multas variam entre 500 reais e 5 milhões de reais.</p>
<blockquote><p><strong>Cumplicidade com o rio </strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>(</em><em>poema da entrevistada Fátima, dedicado ao rio)</em></p>
<p><strong> </strong>Era assim,</p>
<p>a liberdade parecia estar sempre do meu lado.</p>
<p>Quando amanhecia e as gotas do orvalho ainda refletiam a luz do sol que chegava, eu estava lá, olhando o rio que silencioso se movimentava gigantesco no meu olhar de criança.</p>
<p>Sentia o nariz gelado do frio e tentava encontrar a resposta para todos os mistérios que me assustavam e faziam parte do meus pensamentos.</p>
<p>O meu mundo, o mundo que eu tinha disponível era gigantesco, imensurável.</p>
<p>Inúmeras vezes, eu me transportava nas canoas da minha imaginação aos lugares que queria conhecer e buscava saber do destino que teriam aquelas águas, aparentemente tranquilas. Então, ingênua e inocente, jogava garrafas lacradas com mensagens e meu endereço, acreditando que fariam contato comigo. Nunca obtive respostas&#8230; Lembro dos dias que ficava solitária junto ao pé de chorão sonhando e esperando. Somente o velho rio sabia dos meus segredos.</p>
<p>Quando o cansaço tomava o lugar dos sonhos, eu corria entre as árvores do quintal da minha infância, brincava com as sombras que se formavam e, vencida pela espera, buscava enfim a segurança da minha casa, acreditando que novas aventuras aconteceriam no dia seguinte.</p>
<p>De tudo, apenas o rio restou, misterioso e desafiador.</p>
<p>Eu sentia orgulho do meu rio e da cumplicidade que tínhamos um com o outro. (Fátima 17.06.2010)</p></blockquote>
<p><strong>Saiba mais:</strong></p>
<p><em>Entrevista com empresa de extração:</em><br />
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser3678830%2Fvoice-005&amp;g=1&amp;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser3678830%2Fvoice-005&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object></p>
<p><em>Entrevista com Gabriel Santos de Souza da FATMA</em><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/17/extracao-de-areia-no-vale-do-itajai/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2PWcFKh53LA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/691/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=691&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">vmichela</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Fonte: http://images.quebarato.com.br/photos/big/1/6/30616_1.jpg</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/tabelas-areia.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">DNPM, 2006. Extraído do estudo de Angelina Coelho.</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Reciclar para viver</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/15/reciclar-para-viver/</link>
		<comments>http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/15/reciclar-para-viver/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 00:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Acomar]]></category>
		<category><![CDATA[Celesc]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem de papel]]></category>
		<category><![CDATA[São Miguel do Oeste]]></category>
		<category><![CDATA[Unisol]]></category>

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		<description><![CDATA[Moradores de São Miguel do Oeste encontram na reciclagem uma alternativa de fonte de renda Daniele Schmidt O dia começa cedo na comunidade Sagrado Coração de Jesus, em São Miguel do Oeste – SC. Às 5h Aline Cardozo sai de casa para catar papel pelas ruas da cidade. Sem emprego, a jovem de 18 anos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=681&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Moradores de São Miguel do Oeste encontram na reciclagem uma alternativa de fonte de renda</em></p>
<p style="text-align:right;">Daniele Schmidt<em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">O dia começa cedo na comunidade Sagrado Coração de Jesus, em São Miguel do Oeste – SC. Às 5h Aline Cardozo sai de casa para catar papel pelas ruas da cidade. Sem emprego, a jovem de 18 anos encontrou na prática de catar papel uma fonte alternativa de renda para ajudar a família. Assim como Aline, José da Silva, 45 anos, também percorre o município com o carrinho que ganhou da Associação de Coletores de Materiais Recicláveis &#8211; Acomar.</p>
<p style="text-align:justify;">Atualmente 45 famílias estão inscritas na Acomar. Juntas elas recolhem o material reciclável, separam e organizam para vender às empresas que realizam a reciclagem. No início deste ano a Coca-Cola contemplou a Associação com uma prensa, o que facilitou a venda e armazenamento do material. A máquina possibilita agilidade no trabalho, organização e agregação de valor com o aumento de mais de R$ 0,10 no quilo dos materiais, além do aumento de 25% nas vendas.</p>
<div id="attachment_682" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/foto-prensa.jpg"><img class="size-full wp-image-682" title="créditos: Prefeitura SMO" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/foto-prensa.jpg?w=477&#038;h=381" alt="" width="477" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Acomar recebe prensa com capacidade para fardos de 250 a 300kg</p></div>
<p style="text-align:justify;">A Unisol Brasil, Central de Cooperativas e Empreendedorismo Solidário, mantém um projeto junto à Acomar. A empresa realiza cursos gratuitos de reciclagem e quem participa dos cursos ganha uma cesta básica por mês. “Esse projeto é muito interessante, porque se duas pessoas da família participam dos cursos então a família ganha duas cestas básicas e isso estimula a comunidade”, relata a secretária da Acomar, Justina Pereira da Luz.</p>
<p style="text-align:justify;">“Além de ajudar, as cestas básicas servem como um estimulador para que as pessoas venham aprimorar a prática. É necessário que todas as pessoas envolvidas na Associação tenham conhecimento de como reciclar e os cursos tem esse propósito”, explica Daniela Toigo, técnica de trabalho comunitário da Unisol Brasil. Daniela conta também que a empresa desenvolve vários projetos com várias outras comunidades. “A Acomar está inscrita em outro projeto que contempla as associações com maquinário. Quando for contemplada a Associação ganhará um caminhão para realizar a entrega do material”.</p>
<p><a href="http://www.unisolbrasil.org.br/inicio.wt">http://www.unisolbrasil.org.br/inicio.wt</a></p>
<p style="text-align:justify;">A empresa de produção de papel, Suavetok, não realiza a reciclagem do material. “A empresa não tem como realizar a reciclagem, mas como temos contatos com empresas que fazem esse trabalho, então compramos da Acomar o material e revendemos para essas empresas. Não temos lucro algum, apenas fazemos para auxiliar a Associação”, relata o gerente da Suavetok, Renato Braga. Além da dela, outras duas empresas da região também realizam a compra do material coletado pela Acomar.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/15/reciclar-para-viver/"><img src="http://img.youtube.com/vi/t_QvTb3l3ZU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<h1>Empecilhos burocráticos</h1>
<p style="text-align:justify;">A Acomar existe há quase 20 anos, mas apenas em 2008 a Prefeitura de São Miguel do Oeste doou um terreno para a sede da Associação. No galpão são separados, prensados e armazenados os materiais. Com a construção do galpão a Associação pode inscrever-se em um projeto do governo federal para a aquisição sem custo de máquinas (prensa e picotadeira).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando foi contemplada, outro problema surgiu: a construção estava irregular, o terreno não estava no nome da Associação e por isso o galpão, teoricamente não pertencia à Acomar. Sem a regularização da propriedade a Associação não pôde adquirir a picotadeira.</p>
<p style="text-align:justify;">A assistente social da celesc, Maria Carmem Viero, que também está emgajada nos projetos da Acomar explica a situação no áudio abaixo.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser7439726%2Faudio-maria-carmem&amp;g=1&amp;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fuser7439726%2Faudio-maria-carmem&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object>
<p>A câmara dos Vereadores do município informou que em março deste ano assinou o projeto de regularização da propriedade.</p>
<p><cite><a href="http://www.camarasmo.sc.gov.br/ver_sessao.php?id=373&amp;cmp=pauta">www.camara<strong>smo</strong>.sc.gov.br/ver_sessao.php?id=373&amp;cmp=pauta</a></cite><cite><br />
</cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<h1><cite>Ciclo da reciclagem</cite></h1>
<p><cite><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/infografico-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="infografico 01" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/infografico-01.jpg?w=477" alt=""   /></a><br />
</cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<h1><cite>como reciclar papel</cite></h1>
<p><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/box-como-reciclar-papel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-684" title="box como reciclar papel" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/box-como-reciclar-papel.jpg?w=477&#038;h=377" alt="" width="477" height="377" /></a></p>
<p><cite> </cite></p>
<blockquote><p><cite>Além de ajudar a natureza, a reciclagem pode servir também para customizar artigos de decoração. Confira nos links abaixo várias formas de reciclar e enfeitar.</cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<p><cite><a href="http://criscabrera.blogspot.com/2009/03/retalhos-de-papel.html">http://criscabrera.blogspot.com/2009/03/retalhos-de-papel.html</a></cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<p><cite><a href="http://www.dicasverdes.com/2009/04/moveis-reciclados-feitos-com-plastico/">http://www.dicasverdes.com/2009/04/moveis-reciclados-feitos-com-plastico/</a></cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<p><cite><a href="http://koisaskomuns.blogspot.com/2008_01_01_archive.html">http://koisaskomuns.blogspot.com/2008_01_01_archive.html</a></cite></p>
<p><cite> </cite></p>
<p><cite><a href="http://casadasprendas.no.sapo.pt/noticias/noticias.htm">http://casadasprendas.no.sapo.pt/noticias/noticias.htm</a></cite></p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/681/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=681&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">vmichela</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/foto-prensa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">créditos: Prefeitura SMO</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/infografico-01.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">infografico 01</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/box-como-reciclar-papel.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">box como reciclar papel</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sistema de coleta de lixo é destaque no Vale do Itajaí</title>
		<link>http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/13/sistema-de-coleta-de-lixo-e-destaque-no-vale-do-itajai/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 22:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vmichela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Coleta de lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperfoz]]></category>
		<category><![CDATA[Itajaí]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[triagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Com apoio da Prefeitura, Itajaí recicla 70% do lixo que produz Amaro Paz Diogo Campos Pitter Hurmann Um dos orgulhos de Itajaí está na eficácia do seu sistema de coleta de lixo. Nas mais distintas áreas da cidade é possível encontrar as lixeiras coloridas distinguindo lixo orgânico de lixo seco, em lugares com grande concentração [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=669&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Com apoio da Prefeitura, Itajaí recicla 70% do lixo que produz<br />
</em></p>
<p style="text-align:right;">Amaro Paz<br />
Diogo Campos<br />
Pitter Hurmann</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/dsc02509-a-cooperfoz-produz-aproximadamente-20-fardos-de-papel-por-dia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-672" title="DSC02509 A Cooperfoz produz aproximadamente 20 fardos de papel por dia" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/dsc02509-a-cooperfoz-produz-aproximadamente-20-fardos-de-papel-por-dia.jpg?w=477&#038;h=327" alt="" width="477" height="327" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos orgulhos de Itajaí está na eficácia do seu sistema de coleta de lixo. Nas mais distintas áreas da cidade é possível encontrar as lixeiras coloridas distinguindo lixo orgânico de lixo seco, em lugares com grande concentração de público, como estádios, praças e a universidade pode se observar a implantação das cinco lixeiras, cada qual para um material especifico.</p>
<p style="text-align:justify;">A coleta seletiva foi implantada pela prefeitura de Itajaí no dia 7 de julho 2005 com grande eficácia e cada vez dá mais atenção e apoio para o processo, tendo em vista o último projeto em que encaminhou até os moradores um formulário que devia ser devidamente preenchido e entregue nos postos de coleta, um compromisso que como cidadãos, os moradores se comprometiam em separar seus lixos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_670" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/dsc02451pb.jpg"><img class="size-medium wp-image-670" title="Divulgação/Cooperfoz" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/dsc02451pb.jpg?w=300&#038;h=173" alt="" width="300" height="173" /></a><p class="wp-caption-text">Vista aérea da Cooperativa</p></div>
<p>Não depende apenas da iniciativa da prefeitura em fornecer material e apoio ao processo de seleção do lixo, mas também da conscientização da população em fazer sua parte. Elisangela Antunes é diarista na cidade de Itajaí e Navegantes e conta que em todas as casas em que trabalha sempre deixa uma lixeira especifica para lixo seco. “Separo o lixo na minha casa e também nas que trabalho, algumas não faziam isso antes de eu começar a separar”. A diarista ainda conta que em sua casa a quantidade de lixo seco é superior ao lixo orgânico. “Nós usamos apenas uma lixeira para o lixo comum, e usamos quase dois sacos grandes para garrafas, caixas e coisas do gênero”.</p>
<p style="text-align:justify;">Jonatas de Souza é o presidente da <strong>Cooperativa dos Coletores de material Reciclável da foz do Rio Itajaí, </strong>ele conta que a conscientização dos moradores de Itajaí quanto à coleta seletiva aumentou em muito nos últimos dois anos. Aponta como um dos resultados o incentivo que a prefeitura dá ao movimento, apesar da quantidade baixa de material que é produzido nesta época do ano, o presidente da Cooperativa diz que 70% do que ele recebe já foi devidamente selecionado.</p>
<p style="text-align:justify;"><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Famaro-paz%2Fjonatas-de-souza-martins-prestacao-de-contas&amp;g=1&amp;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Famaro-paz%2Fjonatas-de-souza-martins-prestacao-de-contas&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object></p>
<p style="text-align:justify;">A Cooperfoz segue o exemplo de cooperativas das mais diversas áreas, que são formadas e administradas por associações. Seu papel em Itajaí é o da triagem do material coletado pelos caminhões da prefeitura em toda a cidade. A seleção feita pelos morados é basicamente entre materiais secos e orgânicos, os cooperativos têm a responsabilidade de uma seleção mais detalhada, separando materiais metálicos, plásticos, vidros, tecidos, papéis brancos de papéis de jornal, cada grupo de cooperativos é encarregado de uma parte deste processo.</p>
<p style="text-align:justify;"><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Famaro-paz%2Fmarli-martins&amp;g=1&amp;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Famaro-paz%2Fmarli-martins&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object></p>
<p style="text-align:justify;">Jonatas de Souza administra a Cooperativa que conta com um quadro de quarenta e quatro funcionários, e opta pela transparência e clareza na hora da prestação de contas aos seus cooperados, dando a todos o acesso de quanto é gasto nas despesas de base para o funcionamento do estabelecimento. O lucro é igualitariamente dividido entre todos os participantes. “Não há um valor certo, quanto mais nós produzirmos maior será o ganho no final.” A cooperativa opta ainda pelo pagamento semanal devido a necessidades de seus contribuintes.</p>
<p style="text-align:justify;">O período que se estende de maio a setembro, meses mais frios e com menos quantidade de festas e celebrações, o presidente explica que o material que recebem é muito inferior às outras épocas do ano, cerca de sete a nove caminhões por dia, o que acaba atingindo o lucro de cada um no final da semana “Já tive uma semana em que chegou o sábado e cada um recebeu sete reais.” A carga horária da cooperativa assemelha-se ao horário de funcionamento do comércio, fechada aos domingos e aberta aos sábados pela manhã, cabe aos cooperativos decidirem se trabalharão no sábado a tarde. “Sempre há a possibilidade de fazermos hora extra, vai depender de quanto trabalho ficar acumulado.” Explica Jonatas, e acrescenta que as épocas em que isso mais acontece são as festivas, natal, ano novo, e principalmente o carnaval, quando recebem quase vinte caminhões de carregamento por dia.</p>
<p style="text-align:justify;">O grupo de Cooperativos da Cooperfoz é bastante diversificado, contando com pessoas de 20 a 63 anos de idade, cada qual designado para a função que mais se enquadre com a sua vigororosidade física. Jonatas é Cooperativo há nove anos, quando começou no grupo fazia a triagem do papel e trabalhou nas prensas, assumiu a presidência há quase dois anos, e é de sua responsabilidade designar algumas funções. “Na maioria eles mesmo se revezam, mas nem sempre qualquer um pode trabalhar na prensa”. Rafael Oliveira (23) trabalha na prensa e é cooperativo há sete meses. “É um trabalho que exige bastante da gente, eu estou aqui faz tempo, mas tem cara que chega e fica dois ou três dias.” conta Rafael.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://jcientifico.wordpress.com/2010/07/13/sistema-de-coleta-de-lixo-e-destaque-no-vale-do-itajai/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Pww7hTF2vZA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Os cooperativos passam o dia em seu local de trabalho, começam às oito horas da manhã e se estende até as seis da tarde, fazem suas pausas em grupo, pois o trabalho é simultâneo e não pode ser feito por um grupo pequeno de pessoas, a própria cooperativa fornece o almoço e faz duas pausas, uma no meio da manhã e outra à tarde.</p>
<p style="text-align:justify;">Localizada na Avenida Reinaldo Schmithausen do Bairro Cordeiros em Itajaí, a Cooperfoz tem o papel de fazer a triagem dos materiais recebidos, O Presidente Jonatas explica que não tem espaço suficiente e local apropriado para armazenamento dos fardos prensados, seu material final. Por conta disso os fardos são armazenados em um galpão a poucas quadras de distância, responsabilidade de Clovis dos Santos, que é o principal contribuinte da Cooperativa, ele compra o material produzido pela Cooperfoz a preço de mercado e se encarrega de armazená-lo e também de direcioná-lo para as entidades especificas, como a indústria de reciclagem de plástico em Santa Lidia.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/mapa-copy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-674" title="Google maps" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/mapa-copy.jpg?w=477&#038;h=184" alt="" width="477" height="184" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Anderson dos Santos é o encarregado da equipe que trabalha no galpão de armazenamento do pai, Anderson (17) explica que não recebe materiais apenas da Cooperfoz, mas também de outras cooperativas menores da região, com uma equipe de quatro funcionários fixos há quase nove meses, também fazem o trabalho de triagem de papel, separando e prensando apenas papel branco, que serão enviados para Santa Lidia mais tarde.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/infografico.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-673" title="Arte/ Diogo Campos" src="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/infografico.jpg?w=477&#038;h=186" alt="" width="477" height="186" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Os resíduos orgânicos separados na triagem pela Cooperfoz, e os caminhões que recolhem material orgânico na cidade têm um destino diferente, materiais que não podem ser reciclados de Itajaí e da região são encaminhados para o aterro municipal situado na comunidade agrícola Canhanduba, às margens da BR 101.</p>
<p><strong>Veja mais vídeos:</strong></p>
<p><object width="477" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8N3NTfqDolI&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8N3NTfqDolI&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="477" height="383" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="477" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Pww7hTF2vZA&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Pww7hTF2vZA&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="477" height="383" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Veja mais fotos:</strong><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/djpitter/COOPERFOZ#" target="_blank">Álbum de fotos</a></p>
<p><strong><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/triciana-guerra-behrens.pdf" target="_blank">Clique aqui</a> e leia o Trabalho de Conclusão de Estágio de Triciana Guerra Behrens, do curso de Administração da Univali<strong> </strong></strong><strong><a href="http://jcientifico.files.wordpress.com/2010/07/triciana-guerra-behrens.pdf"></a></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcientifico.wordpress.com/669/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcientifico.wordpress.com/669/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcientifico.wordpress.com&amp;blog=10068573&amp;post=669&amp;subd=jcientifico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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